‘Pulp à brasiliana’: livro narra caça ao tesouro em Laranjal do Jari, no Amapá

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‘Pulp à brasiliana’: livro narra caça ao tesouro em Laranjal do Jari, no Amapá

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“A minha intenção é divertir e dentro da diversão levantar questionamentos”, comenta o autor.

O livro ‘Pulp à brasiliana’ é a mais nova aventura ambientada na Amazônia, mais precisamente na região de Laranjal do Jari, no Amapá. A obra narra uma caça ao tesouro e aborda a questão ambiental, de acordo com o autor Yvis Tomazini.

Segundo o jovem escritor, “o livro é bem urbano. Começa em São Paulo e vai para Amazônia. No capítulo 15, o narrador descreve como foi a formação da Amazônia há cerca de 50 milhões de anos, como as espécies vão se separando e a evolução foi tomando novos caminhos. Isso tudo foi colocado no livro como se fosse um coração da descrição da Amazônia”.

“A partir do momento que o entretenimento leva a gente para o ‘estado Alfa’, de lá, é possível questionar as coisas sem preconceito e com um diálogo mais equilibrado”, destaca ele sobre o processo da escrita.

“Por se ambientar na Amazônia, esse livro acaba trazendo a questão da responsabilidade ambiental. Mas eu ‘douro a pílula’, dentro de uma narrativa de entretenimento. A minha intenção é divertir e dentro da diversão levantar questionamentos”, comenta o autor.

A escolha por Laranjal do Jari ocorreu porque para Yvis a Amazônia representa “o coração do mundo”, mas ele revela que só visitou a cidade depois de escrever o livro. “A experiência foi fascinante. Eu estava morando fora do Brasil quando escrevi o livro e fiquei fascinado quando descobri a existência de um túmulo supostamente nazista no meio da floresta amazônica e comecei a pesquisar a respeito”, conta.

O enredo

Pulp à brasiliana‘ conta a história de Sabrina Barlavento, que venceu um relevante prêmio literário e teve sua obra adaptada para os cinemas, mas nada disso impedia a única crítica negativa de assombrá-la. Ainda guardando o recorte de jornal que classi­ficava seu trabalho como “Ficção de Polpa”, recebe a inusitada proposta de Rafael Perso.

Desta vez, o sujeito apresentado por um aplicativo de relacionamentos não busca por sexo casual. O vigarista precisa que a renomada autora patrocine sua viagem ao norte do país. Sabendo que Barlavento vê o mundo de forma romântica e aventuresca,

Perso usa termos como “Cemitério Nazista”, “Segredos da Ditadura” e “Caçadores de Tesouro”, quando na verdade busca o local da queda de um avião do narcotrá­fico. Ele quer aquela carga, ela, uma história que valha a pena.

O livro é uma publicação da Editora‎ Lura Editorial (1ª edição, 9 abril 2022) e possui‎ 360 páginas.

Fonte: Portal Amazônia