Milhares protestam na Dinamarca contra a possível anexação da Groenlândia pelos EUA, após ameaças do presidente Trump
Milhares de manifestantes se reuniram em toda a Dinamarca neste sábado (17) em solidariedade à Groenlândia, em meio à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a ilha ártica.
Trump afirma que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e à grande quantidade de minerais que possui. Ele também não descartou o uso da força para conquistá-la. Nações europeias enviaram militares à ilha esta semana a pedido da Dinamarca.
Os manifestantes gritaram “a Groenlândia não está à venda” e exibiram faixas com slogans “Tirem as mãos da Groenlândia”, ao lado da bandeira vermelha e branca da Groenlândia (“Erfalasorput”). “Sou muito grata pelo enorme apoio que nós, groenlandeses, recebemos… também estamos enviando uma mensagem ao mundo de que todos vocês precisam acordar”, disse Julie Rademacher, presidente da Uagut, uma organização para groenlandeses na Dinamarca.
Imagens de vídeo obtidas pela agência de Reuters mostraram milhares de manifestantes. Porta-vozes dos organizadores e da polícia se recusaram a fornecer uma estimativa do número de participantes.
As repetidas declarações de Trump sobre a ilha desencadearam uma crise diplomática sem precedentes entre os Estados Unidos e a Dinamarca, ambos membros fundadores da aliança militar da OTAN, e foram amplamente condenadas na Europa. O território da Groenlândia, com 57 mil habitantes, conquistou uma autonomia significativa desde 1979, mas permanece parte do Reino da Dinamarca, que controla a defesa e a política externa e financia grande parte de sua administração.
Todos os cinco partidos políticos eleitos para o parlamento da Groenlândia são, em última análise, favoráveis à independência, mas discordam quanto ao cronograma para essa mudança e, nos últimos dias, afirmaram que preferem permanecer parte da Dinamarca a se unir aos Estados Unidos.
A situação reacende debates sobre soberania, recursos naturais e a influência geopolítica na região ártica, com implicações para a segurança internacional e o futuro da Groenlândia.
Com informações do G1










