Mulher é morta por agente do ICE em Mineápolis, gerando protestos e acusações de ‘terrorismo doméstico’
A cidade de Mineápolis, em Minnesota, é palco de protestos nesta quinta-feira (8) após a morte de uma mulher por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Fronteiras dos EUA). O caso reacende o debate sobre as ações do órgão, conhecido por suas políticas de deportação.
O ICE ganhou notoriedade durante o governo de Donald Trump, implementando políticas de deportação mais rigorosas de imigrantes em situação irregular. Desde então, diversas ações consideradas truculentas foram registradas, além de denúncias de prisões e deportações arbitrárias.
De acordo com relatos, na quarta-feira (8), um agente do ICE disparou três tiros contra Renee Nicole Good, uma mulher de 37 anos, mãe de três filhos e recém-chegada à cidade. Renee era cidadã americana, poeta premiada e guitarrista amadora. Ela estava dentro de um carro quando foi baleada e, em seguida, perdeu o controle do veículo, colidindo contra um poste.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) alegou que o agente atirou após Renee tentar avançar com o carro contra os oficiais. A secretária do DHS, Kristi Noem, defendeu a ação dos agentes, classificando o ato da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”. Segundo ela, os agentes foram atacados enquanto tentavam remover um veículo preso na neve. “Esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico. Estamos trabalhando com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma”, afirmou Noem.
A morte de Renee Good gerou indignação e protestos em Mineápolis, com manifestantes questionando a conduta do agente do ICE e a retórica da secretária do DHS. O caso levanta novas preocupações sobre o uso da força por agentes federais e a segurança de cidadãos americanos durante operações de imigração.
A investigação sobre o incidente está em andamento, e as autoridades prometem esclarecer as circunstâncias da morte de Renee Nicole Good. A comunidade local exige justiça e transparência no processo investigativo.
Com informações do G1










