Um projeto da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), o ‘Meninas nas Agrárias’, está abrindo portas para adolescentes de assentamentos rurais no Pará que sonham em seguir carreiras científicas. A iniciativa busca desmistificar a ideia de que áreas como Agronomia e outras ciências exatas são predominantemente masculinas.
Coordenado pela professora Ruth Almeida, o projeto começou com ações em ilhas próximas a Belém e expandiu-se para municípios como Capitão Poço, Mãe do Rio e Irituia. A proposta é apresentar a universidade, seus laboratórios e cursos, por meio de visitas guiadas e conversas com alunas universitárias, incentivando as jovens a considerarem o ensino superior.

“O projeto nasce desse debate de termos mais meninas fazendo ciência. Que elas podem estar na universidade. Já sabemos oficialmente que temos mais meninas no ensino fundamental, médio, superior e pós-graduação. Mas em áreas como Exatas e Agrárias, ainda há uma percepção, principalmente na UFRA, de que é um espaço muito masculino”, explica Ruth Almeida.
Antônia Cleane Silva, estudante de Agronomia, participa do projeto como mentora, compartilhando sua experiência e inspirando as jovens. Ela destaca a importância de mostrar que é possível conciliar a vida no campo com a busca por conhecimento científico e a transformação da realidade da agricultura familiar. “Como menina do interior, estar na universidade representa não apenas uma conquista pessoal, mas também a possibilidade de levar conhecimento técnico para minha família e para as comunidades rurais das quais faço parte.”
O ‘Meninas nas Agrárias’ faz parte do Pró-Semeia, uma rede nacional que fortalece a agricultura familiar e promove a inclusão de mulheres na ciência. A UFRA, que já conta com uma reitora pró-tempore e um grande número de professoras e alunas, busca adaptar sua estrutura para acolher melhor as estudantes, considerando suas necessidades específicas, como a maternidade e a proteção contra a violência.
Com informações do Portal Amazônia.










