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10 de fevereiro de 2026

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Professora britânica acusa IA de Elon Musk de ‘sequestro digital’ de sua imagem

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Professora da Universidade de Cardiff relata ter tido sua imagem usada para gerar conteúdo sexualizado pela IA Grok, de Elon Musk

Daisy Dixon, professora da Universidade de Cardiff, no País de Gales, sentiu-se “violada em sua intimidade” ao descobrir imagens sexualizadas suas, geradas pela inteligência artificial Grok, de Elon Musk, e circulando na rede social X.

“É um sequestro digital do seu corpo”, uma “agressão” de uma “misoginia extrema”, disse a docente de filosofia, de 36 anos, à AFP. Ativa no X e no Instagram, Daisy Dixon percebeu, em dezembro, a criação de imagens artificiais suas a partir de fotos em que aparecia com roupas esportivas.

A professora relata que, inicialmente, as manipulações eram inofensivas, como mudanças de penteado ou maquiagem. No entanto, a situação “realmente degenerou”, com usuários solicitando ao Grok que a retratasse de calcinha fio-dental, com quadris alargados ou em poses consideradas “mais vulgares”. A IA atendia aos pedidos e gerava as imagens, que eram publicadas automaticamente no X, onde Daisy Dixon tem cerca de 34 mil seguidores.

Em um caso extremo, um usuário chegou a pedir ao Grok que a retratasse em uma “fábrica de estupros”, solicitação que, felizmente, a ferramenta não atendeu. Daisy Dixon expressou o sentimento de “perigo” e a vontade de “se esconder”, mas a “raiva substituiu o medo”. Ela ficou particularmente abalada ao ver a IA gerar uma imagem dela grávida, de biquíni e com aliança no dedo.

Um estudo recente do Center for Countering Digital Hate revelou que o Grok gerou cerca de três milhões de imagens sexualizadas de mulheres e crianças em apenas 11 dias. Outra pesquisa aponta que mais da metade das 20 mil imagens geradas pela ferramenta mostrava pessoas “pouco vestidas”, quase todas mulheres. Diante da indignação, alguns países anunciaram o bloqueio do Grok.

A plataforma X anunciou uma limitação da ferramenta de IA em países onde a criação desse tipo de imagem é ilegal, mas a abrangência dessa restrição ainda não está clara. Daisy Dixon afirma estar “em geral, satisfeita com os avanços obtidos”, mas ressalta que “isso nunca deveria ter acontecido”.

Paul Bouchaud, pesquisador da AI Forensics, destaca que o Grok também possui um site e aplicativo para gerar imagens de nudez, com opção de compartilhamento.

Com informações do G1

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