O que era para ser uma quinta-feira qualquer acabou se transformando em um inferno. Foi assim que os moradores do distrito de Linhão, a 20 quilômetros de União Bandeirantes, viveram o início do final da semana passada, quando, às 9h parte da região ficou sem energia elétrica por quase 30 horas.
O inferno era literal. O calor era de matar, sem ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado funcionando em quase todo o distrito. Mas o problema não era apenas relativo ao conforto dos moradores. Sem energia elétrica, alimentos nas residências e nos estabelecimento comerciais começaram a estragar bem rápido.

Sem nenhum tipo de informação da empresa que é concessionária do serviço de abastecimento de Energia em Rondônia, ficou difícil administrar alguma saída para tentar conservar os produtos. O comerciante Ananias Martins de Oliveira sentiu na pele o problema: “Eu havia acabado de matar uma vaca. Precisava guardar a carne em freezer, mas não tinha jeito”.
Sem retorno
Ananias afirmou que tentou diversas vezes contato com a Energisa. “A gente não sabia o que estava acontecendo. Tentei contato com amigos de Porto Velho para tentar acionar a empresa, sem nenhum tipo de retorno”, conta, realmente indignado com o problema, quando lembrou que, em meio ao apagão, viu funcionários da Energisa fazendo leitura dos relógios que marcam o consumo de energia elétrica nas residências.
Prejuízos
O produtor de leite Claudiano Santo Costa, de 37 anos, foi outro, entre centenas e centenas de moradores e empreendedores do distrito a registrar um grande prejuízo com o apagão que a Energisa deixou ocorrer na região. “Perdi tranquilamente mais de 100 litros de leite”, conta, lembrando que o produto, que estava no resfriador, era resultado de um dia de trabalho. “Mas o prejuízo não foi só esse. Multiplique pelo número de produtores de leite aqui no distrito e vai ter uma quantidade absurda de leite estragado com esse apagão. E ninguém vai pagar esse prejuízo da gente”, lamenta.
Perecíveis
O comerciante Ananias Oliveira também lamentou o prejuízo no mercado que é administrado pelo filho. Produtos perecíveis, de carnes a laticínios, passando por produtos hortifruti, tudo estragou. Afinal de contas, o apagão não durou apenas minutos ou algumas horas. A falta de energia elétrica começou às 9h de quinta-feira e as lâmpadas, ventiladores e compressores de geladeiras voltaram a funcionar somente depois das 14h30 de sexta-feira. “O pessoal da Energisa, quando respondeu alguma coisa, ficou apenas dizendo que estavam tomando providências. Quais foram essas providências, que demoraram tanto?”, reclamou.
O que diz a Energisa?
A Energisa informa que 80% dos clientes atingidos por esta ocorrência tiveram o fornecimento regularizado em menos de duas horas. Os demais, mais próximo ao ponto do defeito, tiveram o fornecimento normalizado no dia seguinte devido à dificuldade de acesso das estradas e a procedimento de segurança, que exigiu a inspeção de toda a rede antes de ser reenergizada. É importante que o cliente informe os casos de falta de energia imediatamente à concessionária para o acionamento das equipes de manutenção.
O atendimento é 24 horas pelo WhatsApp Gisa (69) 9 9358-9673, aplicativo Energisa On, www.energisa.com.br ou 0800 647 0120.










