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07 de fevereiro de 2026

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Procedimentos estéticos não invasivos conquistam a classe média brasileira

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A estética deixou de ser um movimento guiado apenas por celebridades e influenciadores para consolidar-se como um mercado em expansão, apoiado na ciência e na inovação tecnológica. No Brasil e no cenário global, o setor vive um ciclo de crescimento consistente. Projeções da Fortune Business Insights apontam que o mercado mundial de estética e cosmética deve atingir US$ 415 bilhões até 2030, avançando a uma taxa anual de 5,2%, impulsionado sobretudo pela popularização de procedimentos minimamente invasivos e pela busca por resultados rápidos, naturais e indolores.

 

No Brasil, o impacto dessa transformação já é visível. Injetáveis como toxina botulínica e preenchedores respondem por cerca de 45% do segmento, segundo a Focus Reports. Procedimentos práticos, eficazes e com recuperação rápida refletem a chamada “Era do Invisível”, em que pacientes, incluindo artistas de grande notoriedade, priorizam resultados discretos e a naturalidade da expressão.

 

Para Claudio Winkler, especialista em equipamentos médicos estéticos e gerente internacional de vendas, a sofisticação tecnológica é o motor dessa revolução. “Resultados que até poucos anos dependiam de cirurgias, cortes e longos períodos de recuperação hoje podem ser alcançados por técnicas não invasivas. São procedimentos mais rápidos, menos dolorosos e com efeitos consistentes, fruto do avanço tecnológico que vivemos no setor”, afirma.

 

Entre os procedimentos em alta estão os polinucleotídeos, conhecidos como “facial de esperma de salmão”, que estimulam colágeno e elastina, principalmente na região dos olhos. O PRP, ou “vampire facial”, utiliza fatores de crescimento do próprio sangue do paciente. Ambos os protocolos têm resultados variados e ainda carecem de padronização científica, mas mostram como inovação e biotecnologia se cruzam na estética médica.

 

A tecnologia também transforma procedimentos não invasivos. Equipamentos de radiofrequência como Endymed PRO e Morpheus8 são utilizados no tratamento da flacidez, estimulando colágeno em diferentes camadas da pele. O Ultraformer, com ultrassom microfocado, oferece alternativa ao lifting cirúrgico, enquanto o laser fracionado de CO2 permanece referência em rejuvenescimento e cicatrizes. Já o Hydrafacial combina limpeza, hidratação e infusão de ativos, funcionando como etapa complementar em protocolos mais complexos.

 

A consolidação dessa nova estética não se limita às clínicas de luxo. Consumidores da classe média, cada vez mais informados, também buscam protocolos que unam confiança, acessibilidade e resultados harmônicos. Nesse encontro entre ciência, tecnologia e bem-estar, o mercado de estética projeta um ciclo contínuo de crescimento e se firma como protagonista na redefinição dos padrões de beleza globais.

 

Para Winkler, o equilíbrio entre inovação e responsabilidade é fundamental. “O mercado valoriza tecnologias que entregam eficácia sem exageros. Cabe a gestores e consultores garantir que sejam aplicadas com segurança, baseadas em evidências concretas e em conformidade com regulamentações locais”. Ele reforça que treinamento e capacitação de profissionais são pilares para sustentar a credibilidade do setor e viabilizar expansão internacional.

 

Sobre

 

Especialista em equipamentos médicos com mais de 20 anos de experiência, Claudio Winkler atua como gerente internacional de vendas em multinacional líder no setor de medicina estética. Com formação em Administração e MBA em Marketing, ele é responsável por expandir mercados na América Latina e Ásia-Pacífico, além de conduzir treinamentos e desenvolver estratégias personalizadas para distribuidores e profissionais da saúde.

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