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09 de março de 2026

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Prioridade para o gestor da Sesau é construir um novo João Paulo II

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O novo secretário estadual de Saúde (Sesau), Fernando Máximo, diz que a prioridade é a construção de um novo prédio para instalar o Hospital e Pronto Socorro João Paulo II (JPII).

Como médico legista, preceptor da residência de cirurgia, professor universitário, e a experiência de nove anos atendendo no JPII, Máximo afirma ser inadmissível que uma unidade com 140 leitos continue atendendo sem estrutura para tal, com corredores abarrotados.

“Hoje nós temos 900 pacientes do João Paulo II espalhados pela cidade, inclusive com pessoas internadas tomando sol e chuva em alas improvisadas, a maioria fraturadas. É um problema crônico. Tem 100 pacientes do João Paulo internados no Hospital Santa Marcelina, outros 200 no Hospital de Base – e atrapalha o atendimento normal do Base e realização de cirurgias, porque estão ocupando os leitos daquela unidade, mais 270 no Samd – que faz o atendimento domiciliar, 36 estão no Panamericano – com o estado custeando isso, e mais 33 na AMI, que é a UTI apêndice do Hospital João Paulo”, declara.

“Estamos organizando as parcerias, já conversei com vários secretários de Saúde do interior, de Porto Velho, e estamos articulando estratégias para que possamos não só criticar, mas apoiá-los. Já temos planejamento completo para isso”

Atenção especial

Apesar da prioridade, o secretário considera que a saúde no Estado não pode parar, e as demais unidades hospitalares também precisam de atenção especial. “Temos o HB, os laboratórios, hospitais regionais do interior, o complexo de Cacoal, e não temos orçamento nenhum deixado para essa construção. Existia um planejamento antigo do BNDES, mas pelo fato da obra ter sido embargada e ter ficado parada, com toda essa morosidade o investimento foi suspenso”. O local escolhido para o novo hospital é um terreno ao lado do Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho, e Máximo diz que para tanto a captação de parcerias e recursos é um dos focos.

Relevante

O apoio aos municípios é outra questão relevante para o secretário. “Precisamos fortalecer o atendimento e cirurgias no interior para desafogar o JPII, inclusive da Prefeitura da capital, para que não aumente o número de pacientes no Hospital João Paulo, Cosme e Damião e Cemetron, atendimentos que deveriam ser realizados pelo município. Estamos organizando as parcerias, já conversei com vários secretários de Saúde do interior, de Porto Velho, e estamos articulando estratégias para que possamos não só criticar, mas apoiá-los. Já temos planejamento completo para isso”, revela.

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