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Príncipe William discute Amazônia com líderes indígenas em Belém

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O príncipe William, do Reino Unido, visitou o Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi em Belém (PA) nesta terça-feira (7/11) para se encontrar com lideranças indígenas e discutir questões importantes para a região amazônica. O encontro, que aconteceu à sombra de uma imponente samaúma de 129 anos, faz parte da preparação para a Conferência das Partes (COP30), que será realizada na capital paraense no próximo ano.

Durante a reunião, o príncipe William ouviu as demandas dos líderes indígenas, como Joenia Wapichana, presidente da Funai, Dinamam Tuxá, Angela Kaxuyana, Watakakalu Yawalapiti, Juma Xipaia e Toya Manchineri. Os representantes abordaram temas como a demarcação de terras indígenas e a necessidade de apoio às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) – compromissos dos países para combater as mudanças climáticas.

“Acho que a COP, para nós, já começa com esse diálogo internacional”, afirmou Joenia Wapichana. “É importante falar que não é só a Amazônia que pede pela demarcação das terras indígenas.”

Nilson Gabas Júnior, diretor do Museu Goeldi, destacou o papel da instituição como um espaço plural para o diálogo entre comunidades indígenas, pesquisadores e representantes governamentais. “O Museu Goeldi é um espaço plural, para comunidades indígenas terem diálogos, apresentarem suas culturas, falarem de temas pertinentes às suas lutas”, explicou. Em 2023, o Parque Zoobotânico foi declarado, simbolicamente, como ‘terra indígena’, reforçando seu compromisso com os povos tradicionais.

A embaixadora do Reino Unido, Stephanie Al-Qaq, acompanhou a visita e ressaltou a importância do encontro para o príncipe William. “Ele conseguiu ouvir as vozes dos jovens e da comunidade indígena, exatamente para entender um pouco mais dos desafios que enfrentam no dia a dia e o que buscam na COP30”, comentou.

Durante a visita, o príncipe William plantou uma muda de cedro-branco, uma espécie ameaçada de extinção na Amazônia e na Mata Atlântica, simbolizando um compromisso com a preservação da biodiversidade. A visita do príncipe William sucede a visita de seu pai, o Rei Charles III, a Belém, indicando um relacionamento duradouro entre a coroa britânica e o Museu Goeldi.

No mesmo dia, o Museu Goeldi também recebeu a visita do rei Carl XVI Gustaf e da rainha Silvia, da Suécia, que plantaram um exemplar de cumaru (Dipteryx odorata). A visita reforça a importância do Museu como centro de pesquisa e cooperação internacional na Amazônia.

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