Em meio a tensões com a China e planos de aumento de gastos, a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi anunciou eleições antecipadas
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, planeja dissolver o parlamento na próxima semana e convocar eleições gerais antecipadas, conforme anunciou o secretário-geral de seu partido governista nesta quarta-feira. A data considerada para a votação é 8 de fevereiro.
Shunichi Suzuki, secretário-geral do Partido Liberal Democrático (PLD), explicou a jornalistas após reunião com Takaichi: “Precisamos buscar um novo mandato”. A decisão busca capitalizar o aumento do apoio popular ao governo desde que Takaichi assumiu o cargo em outubro, marcando sua trajetória como a primeira mulher a liderar o Japão.
Suzuki ressaltou que a eleição permitirá que os eleitores se pronunciem sobre a nova coalizão formada pelo PLD com o Partido da Inovação do Japão (Ishin), após a ruptura com o Komeito, seu antigo parceiro liberal no ano passado. “Um dos motivos para dissolver o parlamento é que a eleição anterior ocorreu sob o governo PLD-Komeito; o público ainda não se manifestou sobre a mudança em nosso parceiro de coalizão”, acrescentou.
Takaichi apresentará seus planos eleitorais em uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira. A votação também servirá para avaliar a aceitação pública dos planos de aumento dos gastos governamentais, visando reativar o crescimento econômico e elevar os investimentos em defesa, em linha com a estratégia de segurança nacional revisada do país.
A notícia desencadeou vendas de ienes e títulos do governo japonês, com investidores preocupados sobre como o país, uma das economias mais endividadas do mundo, financiará seus planos de expansão fiscal. A situação ocorre em meio a uma crescente disputa diplomática com a China, desencadeada por declarações de Takaichi sobre Taiwan, e antes de uma visita planejada a Washington para se encontrar com o presidente Donald Trump na primavera.
Diante da possibilidade de dificuldades na aprovação do orçamento de 2026 até o final de março, Takaichi considera a implementação de um plano de gastos provisório, conforme reportado pelo jornal Yomiuri.
Com informações do G1










