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06 de janeiro de 2026

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Previsão de inflação aumenta para 4,55% e excede meta do governo

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O mercado financeiro revisou a previsão da inflação para este ano, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado agora em 4,55%. Esse valor ultrapassa o teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A estimativa foi divulgada no Boletim Focus desta segunda-feira (28), publicação semanal do Banco Central com as principais projeções econômicas feitas por instituições financeiras.

 

Meta de Inflação e Projeções para os Próximos Anos

O CMN definiu uma meta de inflação de 3% para 2024, com tolerância de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, a meta permite uma faixa de inflação de 1,5% a 4,5%. A previsão do mercado, contudo, ultrapassa o limite superior, o que acende um alerta para a política econômica.

Para os anos seguintes, as projeções de inflação também foram ajustadas:

  • 2025: estimativa passa de 3,99% para 4%
  • 2026: projeção permanece em 3,6%
  • 2027: previsão de 3,5%

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua para inflação, o que significa que o CMN não definirá mais metas anuais. O novo sistema fixa uma meta central de 3%, com a mesma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Impacto da Selic nas Taxas de Juros e Inflação

A principal ferramenta do Banco Central para conter a inflação é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 10,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) eleva a Selic para conter o consumo e controlar a inflação.

A previsão é que a Selic encerre 2024 em 11,75%. Em 2025, a taxa deve diminuir, fechando o ano em 11,25%, e continuar em queda nos anos seguintes, com projeções de 9,5% para 2026 e 9% para 2027.

“O aumento dos juros reduz o crédito disponível e tende a diminuir a demanda, impactando os preços. No entanto, o controle inflacionário depende de diversos fatores”, explicou um analista do mercado financeiro.

Crescimento do PIB e Estimativa de Câmbio para 2024 e 2025

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil também foi revisada para cima, com previsão de expansão de 3,08% em 2024. No segundo trimestre deste ano, o PIB registrou crescimento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 3,3% em comparação com o ano anterior, surpreendendo positivamente o mercado.

Para 2025, a projeção de crescimento do PIB é de 1,93%, com uma expansão de 2% prevista para os dois anos seguintes.

 

Além disso, a estimativa para a cotação do dólar permanece em R$ 5,45 para o final de 2024. Para o final de 2025, a expectativa é que a moeda americana chegue a R$ 5,40.


Principais Fatores Influenciando a Inflação e as Projeções Econômicas

Entre os fatores que contribuem para a inflação estão:

  • Custos de energia elétrica: Em setembro, a inflação foi impulsionada pela conta de luz residencial, com alta de 0,44%.
  • Dólar valorizado: A alta do dólar impacta os preços de produtos importados e influencia diretamente a inflação.
  • Ajustes de juros: A elevação da Selic tem efeitos a longo prazo, mas também dificulta o acesso ao crédito, impactando o consumo e a economia.

Expectativas para o Consumidor e para a Economia em 2024

O cenário de inflação mais alta e juros elevados preocupa os consumidores, que podem ver o crédito encarecer e o consumo ser afetado. Em contrapartida, o Banco Central busca reduzir o impacto da alta de preços, equilibrando os juros para manter o consumo dentro de um patamar sustentável.

 

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