Em discurso, Li Qiang defendeu o comércio global e criticou práticas unilaterais, sem mencionar diretamente os EUA
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou neste domingo (22) que o país está disposto a ampliar o comércio mundial com maior abertura econômica e também criticou o unilateralismo de alguns países. A declaração ocorre em um contexto de tensões comerciais globais e pedidos para que a China reduza seu superávit comercial.
Vários parceiros comerciais da China têm solicitado que o país diminua seu elevado superávit, devido ao impacto sobre a concorrência. Os dados oficiais divulgados neste mês indicam que as exportações chinesas cresceram 21,8% nos dois primeiros meses do ano.
De acordo com a agência Xinhua, Li declarou a líderes empresariais em Pequim: “Promoverá de forma decidida uma abertura de alto nível, importará mais bens estrangeiros de alta qualidade e trabalhará com todas as partes para promover um desenvolvimento otimizado e equilibrado do comércio”.
A fala do primeiro-ministro ocorreu na abertura do Fórum de Desenvolvimento da China, evento que contou com a presença de importantes figuras do mundo empresarial, como o CEO da Apple, Tim Cook, e representantes dos bancos HSBC, UBS e Standard Chartered.
Li também criticou o avanço do unilateralismo e do protecionismo, afirmando que “não são solução para os problemas”. A China enfrentou uma guerra comercial no último ano com os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump impor tarifas unilaterais a diversos países.
A postura da China sinaliza um esforço para se apresentar como defensora do comércio livre e multilateral, em contraste com as políticas protecionistas adotadas por alguns países. A abertura econômica prometida por Li Qiang pode ter implicações significativas para o comércio global e os investimentos estrangeiros na China.
Apesar da crítica indireta, o premiê chinês evitou citar nominalmente os Estados Unidos ou o ex-presidente Donald Trump, mantendo um tom diplomático em sua mensagem.
Com informações do G1










