Após queda, preço da carne bovina deve subir em 2026 com menor oferta e incertezas no mercado internacional
Após um período de alívio nos preços até a metade de 2024, com desaceleração no segundo semestre, o mercado de carne bovina brasileiro enfrenta novas perspectivas para 2026. O aumento recorde na produção nacional, que impulsionou o Brasil a superar os Estados Unidos como o maior produtor global, não deverá se repetir no próximo ano.
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a tendência é que os preços voltem a acelerar em 2026. “Para 2026, o consumidor pode esperar preços mais altos pela carne bovina numa análise inicial”, afirma. A redução da oferta de bovinos para abate, após um ano de produção elevada, é um dos principais fatores que contribuem para essa projeção.
Em 2024, a inflação das carnes chegou a 23,63% em junho, mas desacelerou para 5% em novembro, impulsionada pelo aumento da produção. O Brasil abateu 11,2 milhões de cabeças de gado no terceiro trimestre, o maior volume desde 1997. Inclusive, o abate de fêmeas superou o de machos pela primeira vez. No entanto, o analista ressalta que o teto orçamentário das famílias brasileiras também contribuiu para a desaceleração, com a substituição da carne bovina por proteínas mais baratas, como frango, embutidos e ovos. “A carne bovina ficou tão cara que chegou um momento em que o consumidor brasileiro já não conseguia absorver novos reajustes. Em função disso, houve uma mudança de direção no mercado, com a priorização de proteínas mais baratas, como frango, embutidos e ovos
Com informações do G1










