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14 de março de 2026

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Praga letal do coqueiro: o que Amapá faz para se proteger?

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Pesquisadores da Unifap monitoram risco de doença que destrói plantações e afeta o consumo.

Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) investigam o risco de chegada da praga conhecida como Lethal Yellowing, capaz de destruir plantações inteiras de coqueiros e deixar os frutos impróprios para consumo. A doença ainda não foi registrada no Brasil, mas já preocupa países da América Central.

O estudo, conduzido por alunos do curso de Educação do Campo, concentra-se na identificação de possíveis vetores que podem trazer a praga para a região. A suspeita recai sobre cigarrinhas, que são capturadas em armadilhas e analisadas em laboratório.

“No laboratório retiramos as cigarrinhas com cuidado para preservar sua estrutura e depois fazemos a análise molecular”, explicou a pesquisadora Ana Kássia de Oliveira. O monitoramento é essencial, especialmente na Amazônia, onde a bactéria pode atingir também os açaízeiros.

O professor Janivan Suassuna ressalta que ainda não se sabe o causador direto da doença. Ele destaca que, em países onde a praga já foi registrada, os sintomas incluem a queda prematura de frutos, escurecimento das flores, amarelamento progressivo das folhas e, em casos avançados, a morte da palmeira, deixando apenas o tronco nu – o chamado estágio “poste”.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Macapá

A identificação precoce da praga é crucial, pois a doença não tem cura. Os pesquisadores alertam para a importância de estar atento aos sinais e buscar orientação caso sejam observados sintomas em coqueiros ou açaizeiros.

Com informações do Portal Amazônia.

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