Em reviravolta histórica, Portugal terá segundo turno na eleição presidencial após 40 anos, com candidatos de esquerda e extrema direita
Portugal vai às urnas para escolher um novo presidente em uma disputa acirrada que, pela primeira vez em 40 anos, será decidida em segundo turno. A votação ocorreu neste domingo (18), com candidatos representando a esquerda, o centro-direita e a extrema direita.
A apuração, iniciada logo após o fechamento das urnas às 19h (horário local), indica que o segundo turno será disputado pelo socialista António José Seguro e pelo candidato da extrema direita, André Ventura. Ambos os candidatos celebraram os resultados preliminares.
Cerca de 11 milhões de portugueses participaram do pleito, realizado menos de um ano após as últimas eleições legislativas que renovaram o Parlamento e definiram o primeiro-ministro. A eleição é considerada uma das mais fragmentadas da história recente do país.
O segundo turno está agendado para 8 de fevereiro. A necessidade de um segundo turno rompe com uma tradição de quatro décadas, período em que todas as eleições presidenciais portuguesas foram decididas já no primeiro turno. Este resultado demonstra o acirramento da disputa política no país.
Portugal adota um modelo de governo semipresidencialista, no qual o presidente da República é o chefe de Estado, com funções predominantemente cerimoniais. O primeiro-ministro lidera o governo. No entanto, em momentos de crise política, o presidente assume maior relevância institucional, comandando as Forças Armadas e tendo o poder de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.
O cargo presidencial era ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, por quase uma década. Sua gestão foi marcada por uma postura conciliadora e pela condução do país durante diversas crises políticas. Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, Rebelo de Sousa convocou o pleito, abrindo espaço para a disputa inédita pelo Palácio de Belém.
Com informações do G1










