Porto Velho completa 111 anos de criação oficial neste 2 de outubro, mas a história da cidade e da região remonta a tempos muito mais antigos. Pesquisas arqueológicas indicam que a área já era habitada por povos indígenas há pelo menos 10 mil anos.
De acordo com o arqueólogo e professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Carlos Zimpel, escavações realizadas na região do Rio Madeira revelaram importantes vestígios da presença ancestral. Entre os achados, destacam-se microvestígios botânicos, artefatos de pedra lascada e polida – utilizados para cortar, raspar e preparar alimentos – e solos enegrecidos, conhecidos como terra preta.
A terra preta é um tipo de solo de coloração escura associado às práticas agrícolas antigas. ‘Eles apresentam características que comprovam alterações feitas por populações humanas. Não é um solo enegrecido por acaso. Ele é mais rico em nutrientes e muito mais estável em relação ao pH, o que o torna extremamente fértil’, explica Zimpel.
Há cerca de 8 mil anos, os povos indígenas da região já manipulavam o ambiente para cultivar plantas, armazenar alimentos e desenvolver técnicas que melhoravam sua sobrevivência e qualidade de vida. Nesse período, iniciaram a domesticação de diversas plantas que se tornariam importantes para sua subsistência.









