O Pará tem registrado tremores de terra com frequência, despertando a curiosidade da população e de cientistas. Apesar de estar localizado no centro da Placa Sul-Americana, longe das zonas de encontro entre placas tectônicas, o estado apresenta atividade sísmica incomum.
De acordo com Ellen De Nazaré, especialista da Universidade Federal do Pará (UFPA), os abalos são provocados por falhas geológicas antigas que ainda se movimentam devido às pressões internas da placa. Esses são os chamados abalos intraplaca, geralmente de intensidade fraca a moderada, diferentes dos grandes terremotos em países como Chile e Japão.

Os locais mais suscetíveis a abalos no Pará estão no sul e sudeste, nas regiões de Carajás, Parauapebas, Marabá, Tucuruí, Altamira e no nordeste, incluindo Belém e o Marajó. Essa distribuição se deve à presença de falhas geológicas antigas, que podem ser reativadas pelas pressões da crosta. Atividades humanas, como mineração e hidrelétricas, podem contribuir para microtremores, mas não são a principal causa.
O monitoramento dos tremores é feito pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), coordenada pela Universidade de Brasília (UnB) e operada em parceria com a UFPA e outras instituições. As estações em Marabá, Carajás, Altamira e Belém registram dados importantes, mas a cobertura ainda é limitada devido à extensão territorial e à diversidade geológica do estado.
A especialista ressalta que os tremores no Pará raramente representam risco grave, mas o monitoramento contínuo é fundamental para entender a dinâmica geológica da região e manter a população informada. “Sentir um tremor não significa perigo grave. O mais importante é manter a calma e seguir as orientações oficiais”, afirma.
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Com informações do Portal Amazônia.







