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Pôr do sol no Amazonas: ritual sagrado para povos indígenas

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Em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, o pôr do sol transcende a beleza cênica para se tornar um momento de profunda conexão espiritual para os povos indígenas Tukano e Baniwa. As duas etnias possuem lendas distintas que atribuem significado sagrado ao espetáculo, transformando-o em um ritual ancestral.

A cidade, terceira mais indígena do Brasil segundo o Censo 2022 do IBGE (com 93,2% da população pertencente a etnias indígenas), vivencia essa relação intrínseca entre a cultura local e as visões de mundo ancestrais. Para a maioria dos habitantes, o pôr do sol permanece um símbolo poderoso da união entre mito e realidade.

Para o povo Tukano, o sol mergulha no Rio Negro para descansar e recuperar suas forças, acompanhado por espíritos que garantem a continuidade da vida. Estudos do antropólogo britânico Stephen Hugh-Jones, em 1979, detalham essa crença: “O sol é visto como um operador do tempo e do espaço, responsável por ordenar o ciclo da vida e garantir o equilíbrio entre o dia e a noite”.

o pôr do sol é lindo em São Gabriel da Cachoeira
Município de São Gabriel da Cachoeira. Foto: Divulgação/Amazonastur

Já os Baniwa enxergam no pôr do sol a passagem do tempo e a harmonia entre os mundos, com os ancestrais guiando o astro em sua jornada para assegurar o equilíbrio entre a natureza e a humanidade. A pesquisadora Silvana Rossélia dos Santos, da Universidade Federal do Amazonas, explica que “o pôr do sol entre os Baniwa é também um marcador de tempo, que orienta práticas sociais e agrícolas, funcionando como um mapa cosmológico”. Segundo o pesquisador Robin Wright, “Cada pôr do sol é entendido como um ritual de passagem, em que os ancestrais conduzem o sol para o mundo espiritual, reafirmando a ligação entre presente e passado”.

Testemunhas, como a comunicadora Yngrid Duarte, descrevem a experiência como “mágica e encantada”. Guias locais compartilham essas histórias durante passeios de barco, enfatizando a importância da preservação cultural e ambiental. O pôr do sol, portanto, é mais do que um fenômeno natural: é um momento sagrado de conexão entre os mundos.

*Com informações de Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Com informações do Portal Amazônia.

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