Trump agora admite a derrota, condena a violência e promete facilitar transição para Biden

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Trump agora admite a derrota, condena a violência e promete facilitar transição para Biden

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Donald Trump admitiu finalmente sua derrota na noite desta quinta-feira. A derrota nas urnas e, também, a que sofreu nesta semana em seu duelo contra as instituições norte-americanas, contra a democracia. O presidente se dirigiu aos cidadãos em um vídeo de dois minutos e 41 segundos no qual capitulou, condenou a violência provocada pelos radicais no Congresso e se comprometeu a facilitar a transição para o próximo presidente, o democrata Joe Biden. Pela primeira vez, não mencionou nenhuma suposta fraude. Perante um país abalado, onde se multiplicavam as vozes que pediam sua destituição por incapacidade, o magnata nova-iorquino assumiu que tinha chegado ao fim da linha.

“O Congresso certificou os resultados eleitorais, uma nova Administração tomará posse em 20 de janeiro, e a partir de agora me centrarei em assegurar uma transição de poder fácil, ordenada e sem interrupções. É o momento da reconciliação e de curar feridas”, disse o mandatário, de um púlpito na Casa Branca, para acabar com uma mensagem de despedida: “Aos cidadãos dos Estados Unidos, servir a vocês como presidente foi a maior honra da minha vida. A todos os meus maravilhosos seguidores, sei que estão decepcionados, mas nossa incrível viagem acaba de começar”.

“Os manifestantes que se infiltraram no Capitólio profanaram a sede da democracia norte-americana. Aos que participaram de atos de violência: não representam o nosso país. Aos que violaram a lei: pagarão por isso”, disse Trump. “Minha campanha usou todas as vias legais para discutir os resultados eleitorais. Meu único objetivo era assegurar a integridade dos votos, e ao fazê-lo estava lutando por nossa democracia. Continuo acreditando que devemos reformar nossas leis eleitorais para garantir a identidade e elegibilidade de todos os eleitores”, justificou.

vídeo foi publicado em sua conta do Twitter depois que a rede social desbloqueou sua conta, suspensa durante várias horas devido a mensagens publicadas na véspera. “Estes são os fatos e acontecimentos que ocorrem quando se tira uma vitória sagrada e esmagadora de grandes patriotas que foram tratados de forma ruim e injusta durante muito tempo. Vão para casa em paz e amor. Lembrem-se para sempre deste dia”, havia escrito ele, entre outras mensagens. O Facebook anunciou que sua conta será suspensa por tempo indeterminado depois do tumulto ocorrido em Washington.

Não poderia haver um selo de maior carga simbólica para o líder político que governou a Casa Branca usando as redes sociais como um lança-chamas. Pelo Twitter ele ameaçava uma guerra nuclear, pelo Twitter rompia um acordo multilateral ou demitia os membros de seu Gabinete. Pelo Twitter foi evidente também que já estava silenciado. Em meio a uma crise sanitária monumental, com mais de 350.000 mortos e uma grave recessão, os Estados Unidos viram o seu sistema prestes a se desmanchar.

Fonte: El País