Hackers invadem redes sociais e causam prejuízos em empresas de Porto Velho

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Hackers invadem redes sociais e causam prejuízos em empresas de Porto Velho

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Segundo o levantamento da consultoria alemã Roland Berger, só nos seis primeiros meses de 2021, o Brasil registrou 9,1 milhões de casos invasões de hackers em redes sociais, superando o número de ocorrências em todo o ano de 2020. A ação de hackers tem causado prejuízos e transtornos a empresas de Porto Velho, RO.

Segundo Cleide Barbosa, ela é o marido são sócios de uma empresa que oferece serviços e cursos de micropigmentação e há 6 anos criaram uma conta no instagram para ampliar as vendas. Ao longo desse tempo, foram feitos inúmeros investimentos em dinheiro para impulsionar a página.

“Chegamos a ter 11.970 seguidores onde a plataforma se tornou nossa melhor vitrine de vendas. Há poucas semanas ampliamos o salão, passando de 3 para 17 colaboradores. Estávamos no auge das nossas divulgações e talvez tenha sido isso que chamou a atenção dos hackers”, disse a empresária, Cleide Barbosa.

Segundo levantamento da empresa, cerca de 5 agendamentos por dia, que geravam receita entre R$ 1,5 mil a R$ 2 mil, aconteciam por meio do instagram, ou seja, 90% dos clientes conheciam o salão através da rede social.

Após a conta ser hackeada, o número de agendamentos caiu significativamente prejudicando a receita da empresa. De acordo com Cleide Barbosa, ainda não é possível mensurar os prejuízos, já que o balanço mensal ainda não foi finalizado.

Invasão em contas comerciais

Foto: Divulgação

O hacker entra em contato com a vítima, por meio de uma suposta conta de suporte, alegando que a conta comercial será desativada em 24 horas devido a inúmeras denúncias e logo em seguida envia um link para o preenchimento de um formulário.

A vítima temendo ficar sem a conta comercial, acaba preenchendo o formulário, e passando informações privadas incluindo a senha.

Após os dados serem enviados, o hacker imediatamente muda a senha e altera também a forma de recuperação de senha, impossibilitando que o dono consiga recuperar a conta.

Até o momento o hacker não tentou contato com os proprietários para solicitar pagamento em troca da conta.

Instagram

Segundo Cleide Barbosa, após perceber que teve a conta invadida, ela tentou contato com o suporte da rede social mas o problema não foi resolvido.

“Enviamos tudo o que o instagram solicitou para ter a página de volta e eles responderam simplesmente que ‘devido ao grande número de denúncias eles não tiverem tempo pra analisar a nossa, mas deram uma olhada na página e aparentemente não tem nada de ilegal’ fiquei decepcionada”, disse Cleide, empresária.

O que fazer em caso de invasão

O advogado Cássio Castro, especialista em Direito Digital, explica que a vítima deve mudar, se possível, a senha da rede social imediatamente e registrar um boletim de ocorrência.

“Se uma pessoa perde a conta porque foi invadida por um hacker, a primeira coisa a se fazer é registrar um boletim de ocorrência. Esses dados de ocorrência podem ajudar a polícia a conduzir as investigações além de prevenir esses crimes”, disse Cássio Castro, especialista em Direito Digital.

O advogado ressalta que a vítima nunca deve pagar o resgate da conta, que geralmente é cobrado pelo hacker.

“O ideal é juntar todo o tipo de provas e informações pra poder identificar o hacker. O usuário também poderá pedir por meio de decisões civis a identificação do causador do dano através do ip de acesso do provedor de conexão e acesso, as operadoras e redes sociais tem o dever de repassar esses dados”, explica Cássio Castro, especialista em Direito Digital.

De acordo com Cássio Castro, a invasão de conta pessoal ou comercial pela internet é crime no Brasil na forma do art. 154 A do Código Penal, que vai punir com pena de 1 a 4 anos . A vítima deve procurar um advogado e solicitar a reparação civil de eventuais danos ao localizar o hacker.

“O Brasil tem o marco civil da internet a recente lei geral de proteção de dados, que protege o interesse do usuário que tenha sido vítima de algum tipo de fraude na internet”, finalizou Cássio Castro.