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25 de março de 2026

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Polícia localiza fábrica clandestina de bebidas ligadas à morte de 2 pessoas por intoxicação com metanol

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A Polícia Civil de São Paulo localizou nesta sexta-feira (10), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a fábrica clandestina de onde teriam saído as garrafas de bebida alcoólica que causaram a morte de duas pessoas por intoxicação com metanol no estado.

Segundo a polícia, a fábrica pirata atuava possivelmente por meio da aquisição de combustível etanol em postos de gasolina.

O etanol comprado pelos fabricantes estaria adulterado com metanol, substância tóxica que provocou os casos de intoxicação amplamente noticiados. Esse combustível era misturado às bebidas como vodka.

A descoberta aconteceu durante a investigação que foi instaurada para apurar casos de adulteração de bebidas alcoólicas, especificamente os dois primeiros óbitos registrados na capital paulista, em que as vítimas ingeriram “vodka” no mesmo estabelecimento comercial da Zona Leste de São Paulo.

Durante diligências, os investigadores identificaram os fabricantes da bebida e, com mandados de busca e apreensão, desmantelaram a fábrica clandestina.

Segundo a polícia, a proprietária do local alvo da investigação será presa em flagrante por crime de adulteração de bebidas.

Ela será autuada por falsificação, corrupção, adulteração de substâncias ou produtos alimentícios tornando-os nocivos à saúde ou diminuindo seu valor nutritivo. A pena para esses crimes é de reclusão de 4 a 8 anos e multa.

Vítimas da adulteração

Uma das vítimas que teria consumido bebidas falsificadas produzidas na fábrica clandestina de São Bernardo é o empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos.

No bar onde Ricardo ingeriu a bebida, localizado na Mooca, Zona Leste de São Paulo, os investigadores apreenderam nove garrafas — uma de gin e oito de vodka, abertas e fechadas.

Peritos detectaram a presença de metanol em oito dessas garrafas, com percentuais elevados que variavam entre 14,6% e 45,1%.

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