Operação Regresso mobiliza forças de segurança em Rondônia e estados vizinhos para prender suspeitos de crimes ocorridos em janeiro de 2025
Uma operação de grande porte, denominada Operação Regresso, foi deflagrada na manhã deste sábado (21) com o objetivo de recapturar suspeitos ligados a uma facção criminosa responsável por uma série de ataques em Rondônia, registrados em janeiro de 2025. A ação conta com a participação de forças de segurança estaduais e federais.
O foco da operação é o cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva em cidades rondonienses como Porto Velho, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim e Ouro Preto do Oeste. A ação também se estende a Rio Branco (AC) e Catanduvas (PR).
Segundo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), os alvos são réus de uma investigação iniciada após a Operação Escudo, realizada em 2025. Na época, membros da facção criminosa promoveram ataques em diversas cidades, incluindo tentativas de homicídio contra agentes públicos, depredação de prédios e incêndio criminoso em veículos públicos, de transporte coletivo e particulares. “Os suspeitos haviam sido soltos provisoriamente após interrogatórios, com medidas cautelares”, informou o MP-RO.
A decisão de soltura provisória foi posteriormente suspensa pela Justiça, após recurso apresentado pelo Ministério Público. A Operação Regresso visa garantir que os réus permaneçam presos durante o andamento do processo judicial. Mais de 70 agentes de diferentes órgãos de segurança participam da ação, incluindo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), as polícias Militar, Civil, Penal e Federal.
A Operação Escudo, realizada em agosto de 2025, já havia resultado na prisão de 18 pessoas ligadas à mesma facção, sendo três em flagrante. A investigação da época apontou que os ataques foram ordenados por lideranças dentro e fora do sistema prisional, como um indivíduo conhecido como “Tio Ogro”, que está preso na penitenciária federal de Catanduvas (PR). A ação criminosa foi coordenada por uma cadeia de comando que envolve financiadores e executores.
Entre os crimes atribuídos à facção, estão o assassinato do policial militar Fábio Martins de Andrade Cardoso, incêndios em ônibus escolares, caminhões e carros, e ataques a prédios públicos e bens do governo, ocorridos entre os dias 12 e 19 de janeiro de 2025.
Com informações do G1










