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18 de março de 2026

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Polícia Civil prende família que pode ter matado 100 pessoas em Rondônia

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A Polícia Civil de Rondônia prendeu, nesta quinta-feira (1°), 31 pessoas suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa conhecida como “Mato Grosso”, que pode ter matado 100 pessoas em um período de dez anos. Todos os integrantes desse grupo são da mesma família.

Segundo aponta a investigação da Operação Xeque-Mate, ao menos 30 assassinatos já estão confirmados e relacionados com a “família Mato Grosso”, moradora de Monte Negro (RO).

Ao todo, 35 mandados de prisões foram autorizados pela Justiça, e os agentes conseguiram cumprir 31 nas cidades de Ariquemes, Monte Negro, Ouro Preto, Jaru, Porto Velho, Guajará-Mirim, Costa Marques, Paranatinga (MT) e Sapezal (MT).

“Temos quatro suspeitos foragidos ainda, inclusive o líder da organização criminosa, que havia se evadido do presídio de Ariquemes no dia 21 de março, mas a polícia segue fazendo diligências”, afirma o delegado regional Rodrigo Camargo.

Segundo o delegado, na operação desta quinta-feira foram apreendidas três armas de fogo com o grupo, além de cartuchos, munições e aproximadamente R$ 120 mil em espécie.

Os policiais cumpriram ainda 21 mandados de busca e apreensão e 21 ordens de afastamento/quebra de sigilo telefônico contra os investigados.

Como a família começou a matança?

Segundo a investigação, há cerca de dez anos a família passou a fazer cobranças em Monte Negro, mediante ameaças e extorsões, contratados por empresários locais.

Poderosa

Por causa disso, a família começou a ficar conhecida no meio criminoso e moradores da região passaram a ter medo. Isso porque os parentes matavam qualquer pessoa que desafiasse ou desrespeitasse a família.

Enquanto os crimes não eram descobertos, segundo a Polícia Civil, a família começou a se sentir “poderosa” e assim foi se estruturando como organização criminosa.

A Polícia Civil diz que muitos dos crimes praticados pela família foram reprimidos, alguns parentes até presos, mas os familiares soltos continuavam assassinando seus rivais. De acordo com o delegado Lucas Torres, os integrantes do grupo tinham um organograma de funcionamento, em formato de pirâmide.

Cada pessoa da família tinha uma função no crime. Havia parente que só praticava homicídios, enquanto outros faziam ameaças e roubos. “E tudo isso era feito sob ordem do chefe da quadrilha”, afirma. (G1)

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