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29 de março de 2026

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Pó de rocha é testado como fertilizante em Rondônia

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Alternativa sustentável e de baixo custo para a pecuária: pesquisadores de Rondônia investigam o uso de pó de rocha como fertilizante

Pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir), campus de Presidente Médici (RO), estão investigando o potencial do pó de rocha – um resíduo do beneficiamento da brita – como fertilizante para pastagens. O projeto busca uma alternativa mais acessível e sustentável para os produtores rurais da região.

Coordenado pela professora Elaine Delarmelinda, do curso de Zootecnia, o estudo se baseia na riqueza mineral do pó de rocha, especialmente em potássio. A ideia é que ele possa substituir, ao menos parcialmente, os fertilizantes comerciais, que costumam ser caros e dependem de importação.

A pesquisa avançou em etapas. Inicialmente, os testes foram realizados em estufa, com plantas forrageiras cultivadas em vasos. Os resultados foram promissores: o desenvolvimento das plantas foi igual ou superior ao observado com o uso de fertilizantes convencionais.

Atualmente, a equipe de pesquisadores planeja iniciar os experimentos em campo, para avaliar o desempenho do pó de rocha em condições reais de cultivo e verificar como as espécies de pastagens comuns na região respondem ao material. A aplicação pode ser feita de duas formas: incorporada ao solo na implantação da pastagem ou distribuída superficialmente como adubação de manutenção.

Os pesquisadores analisarão a altura das plantas, o número de perfilhos e a produtividade por hectare para medir os efeitos do pó de rocha. Além de reduzir custos e dar um destino produtivo a um resíduo mineral, o projeto já contribuiu para a formação acadêmica na Unir, gerando monografias e uma dissertação premiada como a melhor do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas Amazônicos em 2025.

“Se os resultados forem confirmados em campo, o uso do pó de rocha pode gerar impacto direto na agropecuária de Rondônia, incentivando práticas sustentáveis e valorizando recursos disponíveis na própria região”, afirma a coordenadora Elaine Delarmelinda.

Com informações do G1

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