Pequenos agricultores em Roraima estão adotando o plantio consorciado como alternativa para garantir a renda e a produção no campo. Na região do Paredão, em Alto Alegre, a técnica de cultivar mais de uma cultura na mesma área tem se mostrado eficaz para fortalecer a agricultura familiar e enfrentar os desafios econômicos.
Eduardo Oliveira e Rosângela Oliveira, agricultores da Vicinal 02, encontraram no plantio consorciado uma forma de sustento e permanência no interior. Em sua propriedade, maracujá é cultivado de forma suspensa, enquanto a abóbora cresce no solo, otimizando o uso da terra e gerando renda extra.
“Nessa área que foi plantada de maracujá, a gente tinha terra embaixo. O maracujá em cima, suspenso. Então, a gente resolveu aproveitar essa terra, com a irrigação da água do maracujá, e aproveitou dessa mesma terra para plantar a abóbora embaixo para ter uma renda extra”, explicou Eduardo.
A família Oliveira também cultiva pimenta-de-cheiro, pimenta-ardelosa e cria gado. Rosângela ressalta a importância da agricultura para a família desde que se mudaram para o Paredão, destacando o baixo custo e a facilidade no manejo de culturas como a pimenta: “A pimenta tem pouco gasto, tem mais durabilidade e menos serviço no tempo de colheita.”
Apesar dos resultados positivos, os agricultores enfrentam desafios como o alto custo dos insumos e a falta de apoio governamental. “A maior dificuldade do pequeno produtor hoje é a manutenção da horta. O adubo é caro, o veneno é caro. Antigamente forneciam adubo para o pequeno produtor, hoje não”, lamentou um agricultor.
A família Oliveira planeja expandir os plantios com pimenta doce, pimentão e macaxeira, demonstrando resiliência e otimismo em relação ao futuro da agricultura familiar na região.

Com informações do Portal Amazônia.











