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13 de março de 2026

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Piscicultura na Amazônia: integração de espécies aumenta produtividade e sustentabilidade

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Um levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) revelou que a criação integrada de tambaqui (Colossoma macropomum) com curimba (Prochilodus lineatus) é uma alternativa mais sustentável e produtiva para a produção de proteína no bioma amazônico, sendo 25% mais eficiente que a criação isolada de tambaqui.

A pesquisa, publicada na revista Aquaculture, avaliou os impactos ambientais da aquicultura multitrófica integrada (AMTI) utilizando a avaliação do ciclo de vida (ACV). A AMTI, modelo ecológico que cultiva diferentes espécies no mesmo ambiente, otimiza o uso de recursos, reduz o impacto ambiental e gera múltiplos produtos, aderindo a princípios da economia circular.

Integração de espécies eleva produtividade e reforça sustentabilidade na piscicultura amazônica
Adriana Lima analisando tambaqui. Foto: Divulgação/Embrapa

Os resultados indicam que a piscicultura demanda significativamente menos terra do que outras atividades agropecuárias. Para produzir 1 kg de proteína, a piscicultura de tambaqui exige 434.88% menos terra do que a pecuária bovina, 48.84% menos que a avicultura e 72.09% menos que a suinocultura. “Com isso, verificamos que a aquicultura pode ser uma alternativa para a diminuição da pressão de abertura de novos espaços para a produção agropecuária no bioma amazônico”, afirma a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura Adriana Ferreira Lima.

Estudos recentes, incluindo um publicado na revista Nature Sustainability, confirmam as vantagens da criação de peixes na região em comparação com a pecuária. A produção de tambaqui apresenta um impacto ambiental consideravelmente menor quando comparada a outras atividades agropecuárias, tanto em termos de uso da terra quanto de emissão de gases de efeito estufa. “É, sem dúvida, uma solução mais sustentável para a produção de proteína no bioma amazônico”, atesta Lima.

A curimba, menor que o tambaqui e comercializada com peso entre meio quilo e um quilo, complementa a produção do tambaqui ao consumir sobras de ração e sedimentos do viveiro, sem afetar o crescimento do tambaqui. A integração reduz a liberação de gás carbônico em 17%, a ocupação do uso da terra em 12%, a acidificação em 12%, a dependência de água em 38.57%, a demanda de energia em 13.30%, a eutrofização da água doce em 21% e o impacto na mitigação das mudanças climáticas em 9% em comparação com a monocultura de tambaqui.

Foto: Divulgação/Embrapa

A pesquisadora destaca que, ao contrário de outros países, o Brasil ainda carece de dados sobre cultivos integrados, e este estudo preenche essa lacuna, esclarecendo dúvidas dos produtores e demonstrando a viabilidade e os benefícios da integração de espécies.

Com informações do Portal Amazônia.

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