Alter do Chão, no Pará, conhecido como o “Caribe da Amazônia”, abriga uma tradição mágica e saborosa: a Piracaia. Mais do que um evento, a Piracaia é uma celebração que mistura a culinária local com o ritmo contagiante do carimbó, representando a identidade paraense.
A origem da palavra “Piracaia” vem do tupi-guarani e significa “peixe frito” ou “o cardume”. A prática ancestral de pescar no rio Tapajós e assar o peixe na praia, compartilhando a refeição ao redor da fogueira, evoluiu para uma festança que atrai turistas e valoriza os saberes tradicionais.

Segundo Henrique Maia, secretário executivo do Pirarimbó, um receptivo local que promove a Piracaia, o evento é um encontro noturno onde nativos se reúnem para comer, cantar e dançar sob a luz da lua cheia. “É um momento muito alegre” que envolve diversas gerações e promove a troca de conhecimento.
A Piracaia preserva a cultura local através da transmissão oral de histórias e práticas, ensinando o respeito ao rio, à floresta e ao território. O cardápio inclui peixes típicos como tambaqui, pirarucu e acari, acompanhados de legumes assados e temperos regionais. “Viver uma Piracaia é uma experiência profundamente autêntica. É quase um teppanyaki tapajônico, mas com identidade própria”, afirma Maia.

Para a comunidade, a Piracaia simboliza a união familiar e a continuidade dos saberes ancestrais. A prática se tornou um atrativo turístico importante, oferecendo aos visitantes uma vivência cultural autêntica e a oportunidade de se conectar com a essência da Amazônia.

A experiência vai além da gastronomia, proporcionando contato com a dança folclórica brasileira e a musicalidade do carimbó, com o batuque do tambor e o balanço das maracas. A Piracaia é, portanto, uma celebração da vida, da cultura e da natureza exuberante do Caribe da Amazônia.

“Os elementos da Piracaia, que são o rio, peixe, praia e fogo, sempre fizeram parte da paisagem de Alter do Chão. Mais do que uma data de origem, a Piracaia carrega memórias: famílias reunidas, histórias contadas e acontecimentos do cotidiano que, naquele momento, já se transformam em lembrança”, assegura Maia.





Com informações do Portal Amazônia.










