PicPay mira captação de US$ 434,3 milhões com IPO nos EUA, agendado para 29 de janeiro. A fintech busca expandir operações
O banco digital PicPay anunciou nesta terça-feira (20) a intenção de levantar até US$ 434,3 milhões em sua oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, com previsão de lançamento para o dia 29 de janeiro. A empresa, sediada em São Paulo, oferecerá aproximadamente 22,9 milhões de ações, com preços variando entre US$ 16 e US$ 19 cada.
Um IPO (Initial Public Offering) representa a primeira venda de ações de uma empresa ao público, permitindo a captação de recursos para expansão, investimentos ou redução de dívidas, além de aumentar a visibilidade da marca. O PicPay, apoiado pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, retoma seus planos de listagem nos EUA, inicialmente previstos para 2021.
A gestora Bicycle Capital lidera a oferta pública inicial e planeja adquirir US$ 75 milhões em ações do PicPay. É importante ressaltar que as intenções de compra dos investidores âncoras não são compromissos firmes, podendo ser ajustadas ou canceladas. Da mesma forma, o PicPay e os coordenadores da oferta podem alterar a quantidade de ações oferecidas.
O Citigroup, o BofA Securities e o RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais da oferta pública inicial. O PicPay pretende ser listado na Nasdaq, a bolsa de valores americana, sob o código “PICS”. A empresa apresentou o pedido de IPO na Nasdaq em 5 de janeiro, impulsionada por um lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, um aumento em relação aos R$ 172 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
A receita total do PicPay atingiu R$ 7,26 bilhões no período, comparado aos R$ 3,78 bilhões do ano anterior. O número de clientes ativos também cresceu, passando de 37,5 milhões para 42,1 milhões em setembro de 2025. Esta é a segunda tentativa do PicPay de abrir capital nos EUA, após desistir de um IPO em 2021 devido às condições desfavoráveis do mercado.
O mercado de IPOs nos EUA ganhou força em 2025 após um período de baixa, mas a recuperação foi limitada pela volatilidade causada por fatores como as políticas do governo de Donald Trump, a paralisação do governo americano e a queda das ações de empresas de inteligência artificial. Analistas preveem um novo impulso para o mercado de IPOs em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital planejando abrir capital, incluindo o banco britânico Revolut, a plataforma Kraken e o aplicativo japonês PayPay.
Com informações do G1











