A Polícia Federal (PF) investiga a intercorrência na tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apurou que a interrupção não foi causada por falta de bateria.
Prisão preventiva e risco de fuga
A violação da tornozeleira foi um fator determinante para a ordem de prisão preventiva de Bolsonaro, expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão judicial considerou o elevado risco de fuga, especialmente diante da vigília convocada pelo filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a solicitação de prisão.
Relatório e possíveis perícias
A Seape-DF enviará um relatório detalhado sobre o funcionamento da tornozeleira eletrônica diretamente ao STF. Com base nessas informações, o ministro Alexandre de Moraes poderá solicitar investigações e perícias adicionais à PF para esclarecer as circunstâncias da interrupção.
Contexto da prisão
A ordem de prisão preventiva também se baseou em riscos à ordem pública. Bolsonaro foi preso em sua residência em Brasília na manhã deste sábado (22) e levado para a sede da Polícia Federal. Ele deverá comparecer a uma audiência com um juiz no domingo (23).
Cronologia dos fatos
- 17h (sexta-feira, 21): Senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) convoca vigília em frente à residência do ex-presidente em Brasília.
- 23h (sexta-feira, 21): PF solicita ao STF a prisão preventiva de Bolsonaro, com base na convocação da vigília.
- 0h08 (sábado, 22): Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) registra a “ocorrência de violação” da tornozeleira eletrônica.
- 1h25 (sábado, 22): Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, manifesta-se favoravelmente à prisão preventiva.
- Manhã (sábado, 22): PF cumpre a ordem de prisão em Brasília, levando Bolsonaro para a Superintendência da Polícia Federal.
A PF alegou que a vigília poderia gerar um grave dano à ordem pública, dificultando o cumprimento de eventuais medidas judiciais decorrentes do processo da tentativa de golpe, e potencialmente exigindo o uso de força policial.












