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17 de março de 2026

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PF investiga suspeita de fraude na eleição da presidência da ALE

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Feldberg, que investiga irregularidades no alto escalão da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) para eleição de sua presidência, além da prática ilícita conhecida no meio político como “rachadinha”, envolvendo assessores “fantasmas” ou funcionários coniventes da Assembleia. De acordo com a PF,, mensalmente eram repassados parte de seus vencimentos para as contas bancárias de investigados.

O presidente da ALE/RO, Laerte Gomes, e o deputado Jean de Oliveira, tiveram seus gabinetes alvos da Operação da PF. A assessoria de comunicação da Assembleia informou que tudo o que os agentes federais pediram até o momento, foi atendido. “Documentos, gabinetes, relatórios. Tudo isto já foi repassado aos agentes, conforme quiseram e pediram, através dos mandados”, disse uma pessoa ligada ao setor de comunicação.

Também foi investigado um esquema de fraude em operações com gado na Agência de Defesa Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia  (IDARON), envolvendo pecuaristas, donos de frigoríficos e servidores públicos com a finalidade de sonegação fiscal e fraudes em financiamento rural, além da grilagem de terras em áreas de conservação ambiental e sua utilização como ativo ambiental para fins de obtenção de vantagens/créditos junto ao Estado, utilizando-se ainda de influência perante servidores da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) para este fim.

Ainda foi apurado um esquema para anular o desmembramento do cartório único de registro civil e tabelionato de notas de Alta Floresta D’Oeste, bem como a prática do crime de lavagem de dinheiro envolvendo o núcleo familiar de um ex-deputado alvo da ação deflagrada no ano de 2006 denominada Operação Dominó, tendo sido expedido um novo mandado de prisão em seu desfavor, muito embora o investigado encontre-se foragido há anos.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária, 10 mandados de suspensão do exercício da função pública e 52 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Velho, Alta Floresta D’Oeste, Vilhena, Ji-Paraná, Alto Alegre dos Parecis, Humaitá (AM) e Cuiabá (MT).

Para a realização da operação, a Polícia Federal empregou cerca de 200 policiais e 50 viaturas.

Além das prisões e buscas, o Tribunal de Justiça de Rondônia determinou o bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados, além do sequestro de imóveis e veículos, que poderão alcançar o valor total de indisponibilidade de quase meio bilhão de reais.

Os investigados responderão, na medida de sua participação, aos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público, dentre outros.

O termo “Feldberg” se refere ao ponto mais alto da Floresta Negra, na Alemanha, em alusão a alta cúpula investigada e a forma obscura da prática dos crimes.

Nota da Assembleia Legislativa de Rondônia

“A Assembleia Legislativa de Rondônia está colaborando com as investigações da Operação Feldberg, desencadeada na manhã desta quinta-feira (5), entregando documentos e informações pedidas pelas autoridades judiciárias.

Comunicação Assembleia Legislativa de Rondônia”

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