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17 de março de 2026

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PF e MPF investem contra exploração ilegal de madeira com a Operação Pudim

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã de onten, em parceria com Ministério Publico Federal, a denominada “OPERAÇÃO PUDIM” visando dar cumprimento a 15 mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva, já cumprido no dia 23, todos expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal de Porto Velho.

A investigação visa desarticular uma quadrilha responsável pela exploração ilegal de madeiras na região da “Ponta do Abunã” (distritos de Extrema, Abunã e Nova Califórnia), no município de Porto Velho, com a participação de servidores públicos federais e estaduais que recebiam propina para viabilizar a atividade ilegal.

Whatsapp

O trabalho de investigação teve início com a apreensão de R$ 4 mil escondidos nos pertences de servidores do Ibama que realizaram fiscalização na região, em agosto de 2016, e telefones celulares, onde foi identificada a existência de grupos de Whatsapp criados na região para alertar a realização de fiscalização de órgãos ambientais, bem como para arrecadar e efetuar o pagamento de propina a diversos servidores, a fim de possibilitar a continuidade do esquema fraudulento de exploração ilegal de madeira na região.

Identificou-se a existência de dois grupos de aplicativos de mensagens utilizados para viabilizar uma rede de proteção a madeireiros criminosos da região, com a arrecadação mensal de recursos que era repassado ao ex-chefe do escritório da SEDAM em Extrema, além da contribuição eventual, de acordo com a existência ou não de operação de fiscalização na área, o qual seria rateado entre servidores dos órgãos de fiscalização que participavam do esquema criminoso.

Corrupção

Os indiciados responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva e crimes ambientais.

A operação contou com a participação de 60 policiais que cumpriram os mandados nas cidades de Porto Velho (Distritos de Extrema e Vista Alegre do Abunã) e Candeias do Jamari.

O termo “PUDIM” é o nome utilizado pelos criminosos do valor arrecadado para pagamento de propina aos servidores públicos.

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