Samuel Barbosa Cavalcante, de 43 anos, natural de Manaus (AM) e que foi candidato a deputado estadual pelo PL de Rondônia, é o 4° preso no âmbito da força-tarefa batizada de Operação Nero, realizada nesta quinta-feira (29/12) pelas polícias Federal (PF) e Civil do Distrito Federal (PCDF) para prender extremistas responsáveis por atos de terrorismo no centro de Brasília em 12 de dezembro.
O empresário é considerado um dos suspeitos de comprar combustível no dia dos ataques. Na redes sociais, Samuel divulga vídeos de apoio a Jair Bolsonaro (PL).
Ao TRE, Samuel declarou bens no valor de R$ 667.483,00, referentes a caminhões e máquinas pesadas.
Samuel mora em São Francisco do Guaporé e é proprietário de uma auto-escola.
Até o momento, 40 envolvidos na tentativa de invasão ao edifício-sede da PF foram identificados.
A PF também prendeu em São Francisco do Guaporé o pastor e juiz de Paz Joel Pires Santana, 40 anos e cumpriu buscas na residência do proprietário de uma auto elétrica de Ariquemes, Ricardo Yukio Aoyama, 33 anos.
A operação
A Polícia Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal deflagram, na manhã desta quinta-feira (29), a Operação Nero, com o objetivo de identificar e prender os envolvidos na tentativa de invasão ao Edifício-Sede da PF no dia 12/12 e de praticarem outros atos criminosos na mesma data pela capital federal, como a depredação à 5ª Delegacia de Polícia, além de incêndios criminosos contra veículos e ônibus.
Policiais federais e civis cumprem 32 ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
As investigações tiveram início na Polícia Federal, para identificar os envolvidos no ataque ao Edifício-Sede da instituição, e na Polícia Civil do Distrito Federal, a qual apurou os atos de vandalismo cometidos em Brasília.
Os suspeitos teriam tentado invadir a sede da PF com o objetivo de resgatar um homem preso pela instituição no dia 12. Após serem frustrados, teriam dado início a uma série de atos de vandalismo pela cidade. As duas investigações foram encaminhadas, em razão de declínio de competência, ao Supremo Tribunal Federal.
O conjunto da investigação buscou identificar e individualizar as condutas dos suspeitos de depredar bens públicos e particulares, fornecer recursos para os atos criminosos ou, ainda, incitar a prática de vandalismo.
Os crimes objetos da apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão. Fonte: Rondoniagora










