Guerra no Oriente Médio eleva petróleo e derruba Bolsas; risco de choque global aumenta
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11) e as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em um cenário de incerteza persistente provocada pela guerra no Oriente Médio. Sete das maiores economias do mundo discutem o risco de um novo choque no mercado de petróleo.
“Os acontecimentos vinculados à guerra no Irã continuam acelerando e são muito difíceis de prever”, destacou Andreas Lipkow, analista da CMC Market. Às 9h40 GMT (6h40 de Brasília), o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares.
Nas Bolsas de Valores, os principais índices europeus abriram em baixa: Paris recuava 0,63%, Frankfurt 1,15%, Londres 0,73%, Madri 0,71% e Milão 0,75%. Na Ásia, Hong Kong perdeu 0,2% e Xangai 0,3%, enquanto Tóquio fechou em alta de 1,4%. O mercado reage à escalada do conflito, iniciado em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e as subsequentes retaliações de Teerã.
Na terça-feira, as Bolsas haviam subido e o petróleo caído após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o conflito terminaria “em breve”. Desde o início da guerra, os preços do petróleo operam em alta, chegando perto dos 120 dólares por barril no início da semana, devido às perturbações no Estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial em condições normais. A Petrobras pode ter seu caixa turbinado, mas a política de preços e a inflação podem ser pressionadas.
“O presidente Trump tentou acalmar os mercados, mas os investidores esperam agora evidências concretas e um retorno à calma no Estreito de Ormuz”, disse John Plassard, diretor de estratégia de investimentos no Cité Gestion Private Bank. Navios foram atacados com projéteis nas últimas horas, mantendo o cenário incerto. A Agência Internacional de Energia (AIE) planeja liberar reservas de petróleo para tentar acalmar os mercados, em coordenação com o G7, que se dispõe a adotar “todas as medidas necessárias”, incluindo o uso de reservas estratégicas.
A injeção de petróleo no mercado pode ser maior do que os 182 milhões de barris disponibilizados em 2022, após a invasão russa da Ucrânia. O planeta consome quase 100 milhões de barris por dia, e os membros da AIE dispõem de “mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em reservas industriais”. O dólar permaneceu estável no mercado cambial. Pelo segundo dia seguido, as sete maiores economias do mundo se reúnem para discutir o risco de um novo choque no mercado de petróleo.
Com informações do G1










