Petrobras reassume controle total dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte, na Bacia de Campos, com compra de US$ 450 milhões
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (16) que exercerá seu direito de preferência para adquirir as participações de 50% da Petronas nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III), localizados na Bacia de Campos. O investimento total na operação é de US$ 450 milhões.
Com a conclusão da transação, a Petrobras voltará a deter 100% dos ativos e continuará como a operadora dos campos. Atualmente, Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III) produzem aproximadamente 55 mil barris de óleo por dia, com a produção sendo realizada através do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, uma plataforma que processa, armazena e transfere o petróleo.
O pagamento será realizado em parcelas: US$ 50 milhões na assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação (sujeito a ajustes conforme a data efetiva da transação), e duas parcelas adicionais de US$ 25 milhões cada, com vencimentos em 12 e 24 meses após o fechamento.
A Petrobras justificou a aquisição, afirmando que ela “apresenta condições econômico-financeiras atrativas, adiciona flexibilidade decisória na gestão de portfólio da companhia e está em consonância com o seu Plano de Negócios, reforçando o direcionamento estratégico voltado ao segmento de óleo e gás”.
Segundo uma fonte da Reuters, a aquisição permitirá à Petrobras conectar outros poços no campo de Tartaruga Verde aos novos ativos. A estatal não comentou imediatamente a informação. Em novembro, a Petrobras realizou uma descoberta promissora nas proximidades do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, descrita pela diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, como “maravilhosa”.
Inicialmente, a Brava anunciou em janeiro um acordo para comprar a participação da Petronas como parte de sua estratégia de longo prazo. No entanto, com a decisão da Petrobras de exercer seu direito de preferência, o acordo anterior não prosseguiu. Nem a Brava nem a Petronas se manifestaram sobre o desfecho do acordo.
Com informações do G1










