O mercado de cassino online iniciou 2025 em ritmo acelerado. Somente em janeiro, os sites com o novo domínio obrigatório .bet.br registraram 1,7 bilhão de visitas, número que colocou o setor como o segundo maior em tráfego online no país, atrás apenas do Google. Globalmente, os domínios brasileiros de apostas passaram a figurar entre os 17 mais acessados do mundo, superando gigantes como YouTube (1,2 bilhão) e Instagram (500 milhões).
A mudança aconteceu após a regulamentação federal que exige que todas as empresas licenciadas operem com domínio .bet.br, promovendo maior segurança jurídica para consumidores e combatendo práticas ilegais. O impacto também foi percebido no tempo de permanência: usuários brasileiros passaram, em média, 13 minutos por sessão em bets legalizadas — mais do que em qualquer outro serviço online no país.
O cenário legal vem investindo em campanhas de educação do jogador e parcerias com nomes conhecidos do público. Um exemplo é a colaboração do ex-jogador Denilson com uma marca que opera apostas esportivas e um cassino online, em campanhas que priorizam o entretenimento responsável, alertando que apostas devem ser feitas apenas com valores dispensáveis e nunca como forma de investimento.
Parte das bets licenciadas têm lançado promoções focadas em missões semanais e recompensas por jogo e sessões, em vez de bônus indiscriminados que incentivem o jogo compulsivo. Essas ações buscam criar uma experiência mais transparente e sustentável, alinhada com as diretrizes da legislação brasileira.
Além da alta no tráfego, 300 milhões de dispositivos únicos acessaram sites de apostas legais em janeiro, representando 60% da base conectada à internet no Brasil. O volume de acessos mais que dobrou em relação a dezembro de 2024 (833 milhões), impulsionado pelo interesse crescente em cassino online ao vivo, esportes virtuais e micro apostas.
Com a explosão do interesse por casas de apostas reguladas, cresce também a necessidade de uma publicidade ética e responsável. O Ministério do Esporte alertou recentemente sobre a atuação de 53 contas e 25 canais no YouTube que promovem cassinos online fraudulentos, atraindo milhares de espectadores com promessas irreais de ganhos fáceis.
Esses sites, segundo as investigações, recebem depósitos sem pagar prêmios e desativam suas operações após arrecadar grandes quantias. A denúncia foi encaminhada ao Ministério da Justiça, que pode envolver a Polícia Federal para aprofundar as investigações. Influenciadores digitais estão no centro do esquema, segundo nota oficial: “Eles promovem o jogo e conferem uma aparência de legitimidade ao esquema.”
Desde outubro de 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) bloqueou 11.555 sites ilegais, com o apoio da Anatel, e intensificou o cerco a influenciadores que promovem plataformas não autorizadas. Em janeiro, 75 inspeções foram realizadas, incluindo a análise de conteúdo de 51 criadores digitais. Em fevereiro, mais 22 investigações foram abertas.
Enquanto isso, o mercado legal avança. Já são 68 operadoras com autorização definitiva para atuar no país, além de 7 empresas que obtiveram permissão por decisão judicial. A SPA analisou mais de 45 mil documentos e arrecadou cerca de R$ 2,1 bilhões em taxas de licenciamento.








