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08 de janeiro de 2026

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Pesquisadores investigam vírus na Amazônia com expedição pela BR-319

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Foto: Divulgação

Pesquisadores do projeto Rede Pampa – uma parceria entre a Unicamp, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Evandro Chagas – estão em expedição na Amazônia, ao longo da rodovia BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A ação, iniciada nesta terça-feira (25), tem como objetivo investigar a disseminação de vírus emergentes e reemergentes em áreas afetadas pela degradação ambiental.

Além da pesquisa, a equipe promove ações de saúde para fortalecer a capacidade da população local de lidar com doenças e prevenir surtos. A expedição, que se estende até 15 de dezembro, percorrerá um trecho de 600 km da rodovia ainda sem pavimentação.

O estudo busca avaliar os impactos na saúde da população em decorrência das obras de restauração da estrada. De acordo com o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Pritesh Lalwani, a construção de infraestrutura costuma ser acompanhada por um aumento de casos de doenças infecciosas na região.

Financiado pela iniciativa Amazônia+10, o projeto realiza viagens regulares à região desde 2023, monitorando vírus e doenças em circulação, coletando amostras de sangue de pessoas e animais domésticos, e analisando insetos. Agora, pela primeira vez, a equipe também coletará amostras de animais selvagens de pequeno porte, como roedores e marsupiais.

Resultados preliminares apontam para a presença de doenças como febre oropouche, febre mayaro, leptospirose, leishmaniose, malária, hantavirose, dengue e chikungunya na região. Outra linha de pesquisa analisa os impactos da mineração na área de Carajás (PA).

José Luiz Modena, coordenador do Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) da Unicamp, ressalta que as intervenções em ambientes com alta biodiversidade, como a Amazônia, aumentam o contato com microrganismos, conhecidos ou não, que podem causar novas doenças.

A expedição também considera o aumento populacional, a expansão da agropecuária e o desmatamento como fatores que enfraquecem a biodiversidade e facilitam a adaptação e a circulação de patógenos.

“Como minimizar isso? Promovendo qualidade de vida, diagnósticos rápidos e vigilância em tempo real da população”, defende Modena.

A pesquisa visa desenvolver estratégias de saúde para lidar com as mudanças ambientais, incluindo as climáticas, e pode servir de modelo para políticas públicas em áreas com características semelhantes. Novos resultados estão previstos para meados de 2026, mas o grupo busca recursos para dar continuidade ao trabalho na região, envolvendo especialistas de diversas áreas.

A virologista Livia Sacchetto, da Unicamp, destaca a identificação de soropositividade para o vírus oropouche tanto em humanos quanto em animais, indicando uma nova variante do vírus, transmitido pelo mosquito maruim, que causa sintomas semelhantes aos da dengue.

A equipe também está envolvida em um programa de extensão que inclui a distribuição de filtros de água, capacitação e oficinas sobre saneamento básico na comunidade de Igapó-Açu, que sofre com problemas de saneamento e risco de contaminação da água. A ideia é envolver a população na escolha de soluções para a melhoria das condições de vida e saúde.

Além da pesquisa e das ações de saúde, a equipe distribui materiais educativos sobre doenças infecciosas e busca parcerias com as prefeituras locais para ampliar o acesso à saúde, inclusive através da telemedicina.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da Unicamp

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