Uma pesquisa coordenada pela professora Lucyanne de Melo Afonso, da Faculdade de Artes (Faartes) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), resgatou a história da educação musical em Manaus durante o século XX. O estudo, realizado por meio de projetos de iniciação científica, mapeou o desenvolvimento do ensino musical na capital, destacando instituições, nomes importantes e o contexto histórico que moldou a área.
A investigação, apoiada pela Fapeam, revelou a importância de preservar a memória da educação musical local. “Existem muitos conteúdos e informações que precisam ser estudados e, principalmente, deixar registrado essa história da educação musical, essa memória histórica, individual e coletiva, que muitos construíram”, afirma a professora Lucyanne.
A pesquisa foi dividida em períodos históricos, revelando nuances importantes. Entre 1900 e 1929, o Instituto Afonso Pena foi identificado como a primeira escola de música de Manaus. Já entre 1930 e 1963, o declínio da economia da borracha impactou o cenário musical, com muitos pianistas buscando espaço em clubes e rádios. O período de 1964 a 1985 viu a criação do Conservatório de Música Joaquim Franco, a primeira instituição pública de ensino musical do estado. Por fim, entre 1986 e 1999, houve um aumento de investimentos em centros culturais e projetos artísticos.
O estudo também resgatou nomes importantes da música amazonense, como Nivaldo Santiago, Dirson Costa e Joaquim Franco, e destacou a contribuição de mulheres musicistas frequentemente negligenciadas na história, como Maria Augusta Bacellar e Ivete Freire Ibiapina. Os resultados da pesquisa estão disponíveis em um e-book gratuito no repositório da Faartes, além de um site dedicado ao Laboratório de Educação Musical da Ufam.

Com informações do Portal Amazônia.











