A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), através do Curso de Medicina Veterinária, desenvolveu uma pesquisa para aprimorar o diagnóstico da leishmaniose visceral canina. O estudo, intitulado ‘Análise Comparativa do Teste Rápido Imunocromatográfico (Alere Leishimaniose Test Kit) e Imunoenzimático (ELISA) no Diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina’, visa aumentar a confiabilidade dos resultados e contribuir para o controle da doença, que representa um desafio à saúde pública.
A leishmaniose, transmitida pela picada do mosquito-palha, afeta tanto animais quanto humanos. O diagnóstico precoce é crucial para um tratamento eficaz e para a implementação de medidas de controle em áreas endêmicas. A pesquisa foi dividida em dois planos, conduzidos por Maressa Naara Neves Eloi e Maria Clara Santos Bezerra Buna, sob a orientação do professor Fábio Henrique Evangelista de Andrade.
O primeiro plano, realizado com 485 amostras sanguíneas de cães do Hospital Veterinário Universitário (HVU/Uema), comparou o teste rápido com o ELISA, identificando divergências em 14 amostras. Já o segundo plano, com 133 amostras de soro, confirmou a alta sensibilidade do teste rápido e a precisão do ELISA.

“Melhorar as ferramentas de triagem significa diagnóstico mais rápido, decisões clínicas mais seguras e maior eficiência nas ações de controle”, afirma Maressa Eloi. Maria Clara Buna destaca que o projeto foi uma experiência marcante, fortalecendo seu senso de responsabilidade ética e paixão pela pesquisa. O professor Fábio Henrique ressalta que, devido às divergências encontradas, o próximo passo será a aplicação de técnicas moleculares, como a PCR, para aprimorar ainda mais o diagnóstico.
Os pesquisadores enfatizam a importância de métodos complementares para um diagnóstico mais preciso da leishmaniose visceral canina em áreas endêmicas, visando a saúde animal e humana.
*Com informações da UEMA
Com informações do Portal Amazônia.










