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17 de fevereiro de 2026

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Pesquisa mede liberação de água por árvores no Amapá

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Uma pesquisa inovadora está sendo realizada no Bioparque da Amazônia, em Macapá, para medir a quantidade de água liberada pelas árvores na atmosfera. A coleta de dados, iniciada em 27 de outubro, utiliza sensores instalados tanto no solo quanto nos troncos das árvores.

O estudo, fruto de uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), tem como objetivo principal entender como as áreas de floresta reagem a práticas de manejo sustentável. A ideia é demonstrar que a exploração controlada da madeira não prejudica os importantes serviços ecossistêmicos oferecidos pelas plantas, como a regulação do ciclo da água e a captura de carbono.

“A troca de água entre a floresta e a atmosfera é fundamental para o clima e para entender os efeitos das mudanças climáticas. Além disso, valoriza os benefícios que a floresta traz para a sociedade, indo além da madeira, mostrando a importância da Amazônia para o mundo”, explica o pesquisador Perseu Aparício, da Ueap.

Esta é a primeira vez que um estudo desse tipo é realizado em uma floresta urbana. Desde agosto de 2023, a equipe também analisa árvores na Floresta Nacional do Amapá (Fona). Os sensores, movidos a energia solar, funcionam continuamente, monitorando o fluxo de água dentro das árvores e sua liberação para o ar.

A instalação dos sensores é feita de forma cuidadosa, sem causar danos à vegetação. O projeto tem duração prevista de um ano e promete gerar dados inéditos sobre o comportamento da floresta amazônica.

Para o Dr. Niro Higuchi, os resultados podem ter um impacto direto na vida dos moradores de Macapá, ajudando a entender como a floresta contribui para o equilíbrio climático da cidade e para a manutenção da umidade do ar. “Medir a transpiração das árvores é crucial para entender seu papel na troca de água entre a floresta e a atmosfera. Assim, podemos compreender o papel da Amazônia nas mudanças climáticas e como isso nos afeta”, afirma.

Os sensores medem a velocidade e a temperatura da água que circula pelas árvores, permitindo calcular o volume total liberado na atmosfera. Os dados coletados serão utilizados para aprofundar o conhecimento sobre o ciclo da água e do carbono, e serão compartilhados com a Nasa.

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