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26 de janeiro de 2026

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Pesquisa mapeia circuitos do açaí e mapati na Tríplice Fronteira

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Uma pesquisa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apoiada pela Fapeam e Governo do Amazonas, mapeou os circuitos de extração, transporte e comercialização do açaí e do mapati na Tríplice Fronteira (Brasil, Colômbia e Peru). O estudo, coordenado pelo doutor em Geografia Jonas Dias de Souza, analisou como esses frutos contribuem para a segurança alimentar e a economia local.

A pesquisa constatou que tanto o açaí quanto o mapati – conhecido como uva-da-amazônia – desempenham um papel crucial na segurança alimentar da população, tanto pela renda gerada com a venda quanto pelo consumo direto. A análise comparativa revelou que, apesar de diferenças de forma e localização, os circuitos de distribuição e consumo dos dois frutos são semelhantes.

Pesquisa identifica circuitos de extração e comercialização do açaí e do mapati na Tríplice Fronteira
Arte: Jonas Dias de Souza/Acervo pessoal

Os pesquisadores produziram um mapa detalhado das principais redes locais de produção, analisando a espacialidade da produção e distribuição sob a perspectiva da segurança, soberania alimentar e sustentabilidade, alinhada com a Agenda 2030 da ONU. “O estudo analisou comparativamente a espacialidade da produção e distribuição do açaí e do mapati na Tríplice Fronteira em termos de segurança, soberania alimentar e sustentabilidade da Agenda 2030 das Nações Unidas (ONU)”, explicou o coordenador do projeto.

Entrevistas com extrativistas, transportadores e comerciantes em Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga e São Paulo de Olivença, combinadas com trabalho de campo acompanhando a coleta dos frutos, revelaram a importância do conhecimento tradicional na extração do açaí. “Existe uma identificação social dos extratores de açaí que acompanha técnicas, procedimentos e saberes desde a localização dos frutos, orientação pelas matas, rios e igarapés até o uso e práticas na extração dos mesmos”, destacou o doutor Jonas Dias de Souza.

Foto: Jonas Dias de Souza/Acervo pessoal

A longo prazo, a pesquisa visa fortalecer a soberania alimentar dos extrativistas e fornecer dados para políticas públicas que impulsionem a renda e valorizem as identidades locais. “Esperamos que os resultados do projeto sejam uma base confiável para orientação das políticas públicas municipais e estaduais, com foco no aumento de renda e fortalecimento das identidades locais”, concluiu o coordenador.

Com informações do Portal Amazônia.

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