Uma pesquisa científica está auxiliando o governo do Pará na definição de áreas prioritárias para a restauração da vegetação nativa, um passo crucial para a implementação do Plano de Recuperação da Vegetação Nativa do Estado (PRVN-PA). O estudo fornece dados técnicos para otimizar os esforços de recuperação ambiental e garantir o uso eficiente de recursos.
Realizado por meio de um workshop em Belém, que reuniu gestores públicos, técnicos e cientistas, a pesquisa contou com a parceria estratégica da Embrapa, que tem atuado desde a concepção do plano, lançado em dezembro de 2023. A Embrapa agora concentra seus esforços na análise de dados para identificar as áreas onde a restauração trará os maiores benefícios.
O Pará tem a meta ambiciosa de recuperar 5,6 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, o que representa quase metade do compromisso nacional de 12 milhões de hectares. Para o analista ambiental Marcelo Awade, da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a pesquisa é fundamental para aprimorar as políticas públicas. “Esses dados apoiam a formulação de políticas públicas mais eficientes e mais ajustadas às diferentes realidades do estado”, afirmou.
A definição das áreas prioritárias leva em consideração critérios como vulnerabilidade social, risco de incêndio, impactos das mudanças climáticas e potencial de retorno ambiental. A pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, explica que o planejamento espacial funciona como uma ferramenta de precisão para evitar desperdícios e maximizar os impactos positivos da restauração.

Os próximos passos incluem a validação dos dados em um novo encontro com parceiros e a publicação do mapa oficial de priorização, que norteará as ações de restauração no estado. A pesquisa é coordenada pelo Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental – Capoeira, que reúne mais de 180 pesquisadores de 33 instituições.
Com informações do Portal Amazônia.










