Incrivelmente, um pescador de Rondônia fisgou um peixe-elétrico de 2 metros, estabelecendo um novo recorde nacional! Veja a história
Um pescador rondoniense, Anderson Guedes, capturou o maior poraquê (Electrophorus electricus) já registrado no Brasil, de acordo com a BGFA Recordes. A pescaria ocorreu na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.
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Os poraquês são conhecidos por seu tamanho – podendo atingir até 2,5 metros – e, principalmente, pela capacidade de emitir descargas elétricas de até 860 volts, suficientes para paralisar presas e causar dores intensas em humanos.
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A captura ocorreu em fevereiro de 2025, mas o vídeo ganhou destaque nesta semana. Nas imagens, Guedes é visto lutando para tirar o peixe da água após levar um choque. Ao descrever o momento, Anderson contou que pescava com o objetivo de capturar uma traíra quando foi atingido por uma forte descarga elétrica. “O peixe-elétrico acompanhou a isca e eu não vi, porque estava sozinho. Ele veio pelo canto e passou raspando, aí deu um choque nas minhas pernas. Doeu demais, demais, demais”, relatou.
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Ao perceber o tamanho do animal, Guedes decidiu enfrentá-lo, mesmo ciente dos riscos. A captura levou cerca de 30 minutos, exigindo cautela constante para evitar novas descargas. “Eu fiz questão de medir, porque na literatura a gente encontra registros de peixe-elétrico de até um metro e meio. Esse tinha dois metros. Então é um recorde brasileiro. A maioria das pessoas corta a linha ou mata o peixe, mas esse a gente soltou”, explicou.
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O recorde foi homologado pela BGFA Recordes, entidade responsável pela validação de recordes de pesca no Brasil. Segundo o biólogo Flávio Terassini, mortes causadas por peixes-elétricos são raras, mas podem ocorrer quando a pessoa está completamente submersa no momento da descarga. “A eletricidade se dissipa pela água e atinge a musculatura da pessoa, causando uma paralisia temporária. Com isso, ela não consegue nadar e pode acabar se afogando”, explicou.
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A Dra. Carolina Doria, coordenadora do Laboratório de Ictiologia e Pesca da Universidade Federal de Rondônia (Unir), complementou que a descarga do poraquê, por si só, geralmente não é letal, mas fatores como a profundidade da água e as condições físicas da vítima podem aumentar o perigo. “Tem vários fatores que contribuem para que a pessoa morra e o local é um deles, como em lugares lodosos, mas o que mata é essa soma de fatores. É necessário alertar, senão daqui a pouco, o pessoal tá aí matando poraquê
Com informações do G1










