O Peru ampliou as oportunidades para o agronegócio brasileiro, habilitando 36 novos estabelecimentos nacionais para a exportação de material genético animal. A medida, oficializada pelo Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa), reforça a crescente abertura de mercados para produtos agropecuários brasileiros, que já somam 525 desde 2023.
Desse total, 79 novas autorizações são para material genético animal, representando 15% do total e colocando essa subcategoria em segundo lugar na expansão de mercados, atrás apenas das proteínas animais. A genética de aves lidera as aprovações, com 31 unidades, dobrando o número de empresas autorizadas a exportar para o Peru. O material genético bovino também teve um aumento significativo, com a inclusão de cinco novas unidades, elevando em 83% a lista de empresas aptas a atender à pecuária de corte e leite.

Além das novas habilitações, o Senasa estendeu até o fim de 2028 as licenças de exportação dos estabelecimentos já operantes no Peru, garantindo maior previsibilidade para o comércio bilateral. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destaca que a decisão peruana reconhece a qualidade do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil.
Em 2023, o Peru importou mais de US$729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, incluindo produtos florestais, carnes, cereais e farinhas. O país é o sexto maior comprador dos produtos do agronegócio brasileiro na América do Sul. Quase metade das autorizações para material genético se destinam a bovinos e bubalinos, seguidas por aves, ovinos e caprinos.
Com informações do Portal Amazônia.








