Foto: Reprodução/Agência Andina
O Instituto Peruano de Pesquisas da Amazônia (IIAP) lançou uma campanha ambiciosa para restaurar florestas amazônicas devastadas por incêndios florestais. A iniciativa, batizada de Campanha 2025, foi apresentada em outubro na cidade de Morales, na região de San Martín, e busca recuperar milhares de hectares de ecossistemas degradados.
Durante o evento, realizado em Ricuricocha, foram demonstradas as chamadas “esferas restauradoras” – pequenas cápsulas biodegradáveis contendo sementes de espécies nativas da floresta. Elas são uma ferramenta inovadora para acelerar o reflorestamento, especialmente em áreas de difícil acesso.
A dispersão dessas esferas é feita tanto manualmente quanto com o uso de drones, uma tecnologia que otimiza o processo de reflorestamento. A presidente executiva do IIAP, Carmen García Dávila, ressaltou que a campanha é uma resposta à crescente perda de florestas devido aos incêndios.
“Estamos promovendo esta campanha com o objetivo de recuperar ecossistemas degradados e incentivar uma cultura de prevenção e restauração. A ciência e a inovação são nossas grandes aliadas para trazer a vida de volta à Amazônia e fortalecer a resiliência às mudanças climáticas”, afirmou García Dávila.
O objetivo principal é restaurar mais de 2.000 hectares de floresta nas regiões de San Martín e Ucayali, tanto através da regeneração natural quanto da recuperação dos serviços ecossistêmicos – como a captura de carbono, a regulação do clima, a conservação da biodiversidade e a proteção dos recursos hídricos.
Entre 2024 e 2025, o IIAP já conseguiu restaurar mais de 1.315 hectares de floresta utilizando essa tecnologia, com taxas de germinação superiores a 40%. Os resultados demonstram o potencial das esferas restauradoras como uma ferramenta eficaz e sustentável para a recuperação de áreas afetadas.
O lançamento da campanha contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Governo Regional de San Martín, do Congresso da República, da Prefeitura de Morales, além de professores, estudantes e moradores locais, todos unidos em prol da restauração da floresta.
A iniciativa está alinhada com os objetivos da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas (2021-2030) e com a Estratégia Nacional para a Restauração de Ecossistemas Degradados do Peru, que visa restaurar 3,2 milhões de hectares até 2030.
“Esta campanha representa um esforço conjunto, envolvendo comunidades, instituições e a sociedade em geral para recuperar o patrimônio natural da Amazônia e construir um futuro mais sustentável para todos”, concluiu Carmen García Dávila.
*Com informações da Agência Andina











