Um estudo do Instituto Trata Brasil (ITB) acende o alerta para os altos níveis de perda de água na região Norte do país. De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Saneamento (SINISA) referentes a 2023, 40,31% da água produzida nos sistemas de distribuição é perdida antes de chegar aos consumidores – um índice acima da média nacional.
O desperdício, que soma cerca de 5,8 bilhões de metros cúbicos em 2023 – o equivalente a 6.346 piscinas olímpicas ou 21.153.224 caixas d’água –, gera impactos negativos no meio ambiente, nas finanças das empresas e, principalmente, no acesso da população à água tratada. A situação se agrava diante dos cenários de escassez hídrica e da intensificação das mudanças climáticas.
O estudo do ITB aponta que o Norte (49,78%) e o Nordeste (46,25%) são as regiões mais afetadas pelas perdas. Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Acre (62,25%) figuram como os estados com os maiores índices de perdas na distribuição.

A meta estabelecida pela Portaria nº 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), é reduzir as perdas na distribuição para, no máximo, 25% até 2034, além de limitar o consumo médio a 216 litros por ligação/dia. O controle dessas perdas é considerado indispensável para garantir a segurança e a disponibilidade do abastecimento de água.
*Com informações do Instituto Trata Brasil
Com informações do Portal Amazônia.







