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18 de março de 2026

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Percentual de Bares e Restaurantes com Prejuízos em Agosto Cresce 5%

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Associação Revela que 24% dos Estabelecimentos Registraram Déficit

O cenário econômico para bares e restaurantes em território nacional apresentou um desafio adicional em agosto, com um crescimento de 5% no número de estabelecimentos que fecharam o mês no prejuízo, conforme aponta pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgada nesta quinta-feira (12) à Agência Brasil. O levantamento revelou que, no oitavo mês do ano, 24% dos estabelecimentos operaram no vermelho, enquanto 34% alcançaram um equilíbrio financeiro e 41% lograram lucro.

A retração nas vendas emergiu como o principal motivo para os números negativos, sendo citada por 82% dos entrevistados. O decréscimo no fluxo de clientes (67%), endividamento (43%) e o aumento no custo dos insumos (36%) foram outras adversidades relatadas pelos empresários. A pesquisa ouviu 1.979 proprietários de bares e restaurantes de diversas regiões do país, entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro.

Interessantemente, o estudo ressaltou que as empresas mais jovens são as mais afetadas pelos prejuízos. Entre aquelas com um a três anos de atividade, 33% amargaram prejuízos. O percentual diminui para 18% quando consideradas as empresas com mais de uma década de operação. A dimensão do negócio também se mostrou um fator relevante.

Dentre os estabelecimentos com rendimento de até R$ 1 milhão, 33% terminaram agosto no vermelho, comparado a somente 8% daqueles com faturamento superior a R$ 4,8 milhões.

No Vermelho Carlos Eduardo Vellozo, empresário brasiliense de 41 anos com oito anos de trajetória no setor, enfrentou prejuízos nos últimos três meses. Inicialmente operando no modelo delivery, transitou para um formato com mesas na Asa Norte de Brasília, para depois regressar ao delivery devido aos desafios financeiros.

“Três meses as mesas não venderam nem 10% em relação ao que o delivery vende. Os custos também aumentaram demais, a matéria prima aumentou muito, já comprei salmão de R$ 19,90 e hoje está por R$ 69,90. Muita gente tem aberto restaurantes em casa para redução de custos. O restaurante com mesa tem muito custo, como aluguel e funcionários, e, assim, não tem como competir com quem tem delivery em casa”, compartilhou Vellozo.

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, ressaltou que, apesar de uma inflação mais estável, os meses no vermelho complicam a recuperação das perdas acumuladas pelo setor durante a pandemia.

“Apesar do Dia dos Pais, as empresas do setor tiveram um agosto mais duro, apontando uma ligeira queda no movimento. Quem sofre mais são as empresas mais novas, que ainda estão investindo e aprendendo a controlar os custos, e os empreendimentos menores, que têm mais dificuldade com o fluxo de caixa”, concluiu.

 

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