Conflitos no Irã deixaram cerca de 2 mil mortos, afirma governo local, que acusa ‘terroristas’ pela violência
Cerca de 2.000 pessoas foram mortas nos protestos no Irã, disse uma autoridade iraniana à Reuters nesta terça-feira, culpando os “terroristas” pelas mortes de civis e de membros da segurança.
A declaração representa um reconhecimento oficial da escala da violência que assolou o país nas últimas semanas. Os protestos, inicialmente desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma jovem curda detida pela polícia da moralidade, rapidamente se transformaram em um desafio generalizado à liderança teocrática do Irã.
A autoridade iraniana, que não teve o nome divulgado pela Reuters, atribuiu a responsabilidade pelas mortes a grupos que descreveu como “terroristas”. A acusação sugere uma tentativa de deslegitimar o movimento de protesto e justificar a repressão do governo.
Os protestos iranianos têm sido marcados por confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança. Relatos de organizações de direitos humanos e testemunhas oculares indicam o uso excessivo de força contra os manifestantes, incluindo o uso de munição real.
A comunidade internacional tem expressado crescente preocupação com a situação no Irã. Governos e organizações de direitos humanos pediram uma investigação independente sobre as mortes e a repressão aos protestos. Sanções adicionais contra o Irã também foram consideradas.
A Reuters tentou contato com outras fontes iranianas para confirmar o número de mortos e as acusações contra os “terroristas”, mas não obteve resposta imediata. A situação no Irã permanece tensa e imprevisível.
A escalada da violência e o alto número de mortos levantam sérias questões sobre o futuro do Irã e a possibilidade de novas ondas de protestos.
Com informações do G1










