Após reabilitação de até 10 anos, animais são soltos no Amazonas com microchips para monitoramento.
Após um longo período de reabilitação, que chegou a durar dez anos em cativeiro, peixes-bois foram soltos na natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, em Beruri, no interior do Amazonas. A preparação dos animais ocorreu em uma área de semicativeiro, em uma fazenda parceira do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A soltura ocorreu durante a cheia dos rios, um período estratégico escolhido pelos pesquisadores devido à maior disponibilidade de alimento para os animais. Antes de serem liberados, cada peixe-boi recebeu um microchip para identificação e monitoramento contínuo.
Entre os animais soltos está Muruá, uma fêmea que chegou ao Inpa em 2016, ainda filhote, com apenas quatro meses e 25 quilos. Dez anos depois, ela retorna ao seu habitat natural já adulta. Quatro peixes-bois também ganharam cintos com rádio transmissor na cauda, permitindo o acompanhamento de sua adaptação nos primeiros meses de liberdade.
O projeto também envolve a comunidade local em ações de educação ambiental, transformando antigos caçadores da espécie em monitores que auxiliam no acompanhamento dos animais. “Nós sempre dizemos que nada mais barato e melhor que mãe de peixe-boi pra cuidar de filhote de peixe-boi é a natureza pra manter esses animais”, explicou a coordenadora do Projeto Peixe-Boi, Vera Silva.

Especialistas orientam comunidades ribeirinhas sobre como agir ao encontrar filhotes, recomendando que apenas animais debilitados sejam resgatados. Ao todo, 59 peixes-bois já foram soltos na reserva, contribuindo para a recuperação da espécie, que é considerada ameaçada.
Com informações do Portal Amazônia.














