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25 de março de 2026

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Pecuária é responsável por 40% do desmatamento no agro; Brasil lidera

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Desmatamento: produção de carne bovina é a principal vilã, aponta estudo global. Brasil lidera o ranking

A produção de carne bovina é a principal causa do desmatamento ligado ao agronegócio, respondendo por 40% do total, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira.

O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina e soja, está no topo da lista dos países que mais desmataram florestas para expandir a agricultura, conforme o estudo. Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, analisaram 184 commodities agrícolas em 179 países entre 2001 e 2022.

A pesquisa utilizou um modelo que combina dados de satélite e estatísticas agrícolas, resultando no que os pesquisadores descrevem como a análise global mais abrangente sobre o desmatamento relacionado à agricultura até o momento. O estudo revelou que, após a carne bovina, o óleo de palma é responsável por 9% do desmatamento global, seguido pela soja (5%), milho e arroz (4% cada), mandioca (3%), cacau (2%) e café e borracha (1% cada).

Em termos nacionais, a Indonésia ocupa o segundo lugar com 9%, seguida pela China e República Democrática do Congo (6% cada), EUA (5%) e Costa do Marfim (3%). No período de 2001 a 2022, foram perdidos 121 milhões de hectares de floresta, gerando emissões de 41,2 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). As culturas básicas – milho, arroz e mandioca – juntas respondem por 11% do desmatamento causado pela agricultura, superando o impacto combinado de produtos de exportação como cacau, café e borracha.

Martin Persson, um dos pesquisadores, ressalta que o problema vai além do comércio internacional: “a ação também é necessária nos países produtores, onde os mercados agrícolas domésticos geram uma perda significativa de florestas”. Embora o desmatamento para a agricultura contribua com cerca de 5% das emissões globais de dióxido de carbono, o estudo aponta para a necessidade de ações mais amplas.

Os pesquisadores planejam expandir o modelo para incluir os setores de mineração e energia. A pesquisa reforça a urgência de práticas sustentáveis na produção de alimentos e a importância de políticas eficazes para combater o desmatamento.

Com informações do G1

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