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17 de fevereiro de 2026

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Pecuária e cacau: como o financiamento climático chega ao campo

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Pequenos pecuaristas do Pampa gaúcho e comunidades indígenas na Bahia demonstram, na prática, como o financiamento climático está alcançando o campo brasileiro, promovendo a regeneração ambiental e a produção sustentável.

“A gente vê essas catástrofes que estão ocorrendo… muitas vezes é (por) não preservar a natureza”, diz Antônio Bonoto, pecuarista familiar de Alegrete (RS). A preocupação com a preservação ecoa na voz do cacique Tupinambá Alicio Francisco, de Ilhéus (BA): “Não desmata a cabeceira de água, que é a nossa vida. A gente, sem água, como é que nós vamos viver?”

O financiamento climático e a COP30

O financiamento climático refere-se aos investimentos em projetos que visam reduzir as emissões de gases poluentes e adaptar territórios e sistemas produtivos aos impactos do aquecimento global, como secas e inundações. Este tema é central na COP30, a Conferência do Clima da ONU, em Belém, com foco no financiamento para a conservação de florestas.

No Brasil, investir em agropecuária sustentável é crucial para atingir as metas climáticas, considerando que o setor responde por 28% das emissões de poluentes do país, atrás apenas do desmatamento. Um dos desafios é garantir que o “dinheiro do clima” chegue aos pequenos produtores, que enfrentam dificuldades no acesso a recursos.

Recuperando o Pampa Gaúcho

Em Alegrete e Lavras do Sul (RS), pecuaristas familiares recebem assistência técnica gratuita para recuperar a vegetação nativa do Pampa, através de recursos de uma lei ambiental estadual. O projeto, criado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS) em 2018, ensina técnicas de regeneração do bioma.

Entre 2015 e 2024, o Pampa perdeu 13.000 km² de vegetação nativa. O projeto da Fetag, financiado pela lei estadual de Reposição Florestal Obrigatória (RFO), permite que empresas que desmatam compensem o impacto ambiental investindo em iniciativas de sustentabilidade aprovadas pelo governo do RS. A companhia de energia CPFL é uma das empresas que financiam o projeto.

Desde 2019, o projeto já recuperou 7.070 hectares de campo nativo, demonstrando a importância da pecuária familiar na preservação do bioma.

Indígenas que plantam para preservar

Na aldeia Tupinambá do Acuípe de Cima, em Ilhéus (BA), 11 famílias indígenas conseguiram R$ 50 mil para plantar cacau com melhoramento genético, utilizando a técnica do cabruca, que preserva a Mata Atlântica – o bioma mais devastado do Brasil, com apenas 24% de cobertura nativa restante.

O financiamento veio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os indígenas também planejam ampliar o plantio de agroflorestas, combinando diversas espécies produtivas para recuperar áreas degradadas.

CredAmbiental e o futuro do financiamento

O Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus) criou a iniciativa CredAmbiental para facilitar o acesso de pequenos produtores ao crédito rural, treinando moradores das comunidades para atuar como “ativadores de crédito”. O governo federal lançou o programa “Florestas Produtivas”, com proposta semelhante, oferecendo capacitação e atendimento personalizado.

Com a metodologia da Conexsus, 98% dos produtores assessorados estão com os pagamentos em dia. O programa demonstra que o crédito, quando bem aplicado, pode ser um fator de empoderamento e sustentabilidade para a agricultura familiar e as comunidades tradicionais.

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